Publicado 30 de Abril de 2014 - 5h30

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, divulgou uma nota no começo da noite de ontem para rebater as declarações do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar. No texto, o dirigente palmeirense diz estar rompendo relações com a direção são-paulina enquanto o rival estiver no comando do clube.

Paulo Nobre chamou Aidar de antiético na segunda-feira, depois de o São Paulo conseguir tirar o atacante Alan Kardec do Palmeiras. Ontem, o presidente são-paulino chegou a chamar a manifestação do mandatário palmeirense de "patética", dizendo ainda que "o Palmeiras, ano após ano, se apequena."

Na nota de ontem, Paulo Nobre explicou que vinha a público "lamentar e repudiar a postura arrogante do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, ao tentar diminuir" o Palmeiras. "Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir ao Palmeiras de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto Aidar estiver à frente da entidade", afirmou.

A nota segue assim: "Esquece o infeliz dirigente que, no passado, para não fechar as portas, seu time já foi ajudado financeiramente por várias torcidas, inclusive a nossa. O presidente do São Paulo não tem ideia do tamanho do Palmeiras. Ele, como presidente de uma agremiação que também é muito grande, deveria saber. Infelizmente, a arrogância causa miopia", encerrou a nota.

[LEGENDA]Fernando Prass

[/LEGENDA]Coube ao goleiro Fernando Prass a ingrata missão de tentar responder as declarações do presidente do São Paulo. Mostrando sensatez, o jogador palmeirense criticou a discussão pública que se tornou as entrevistas dos dois dirigentes.

"Cada um sabe onde o calo aperta e eles são bem grandinhos para saber o que falam. Se o presidente (Aidar) falou que o Palmeiras foi juvenil, foi uma declaração infeliz. Tem que tomar cuidado com o que fala. Seja o dirigente do Palmeiras, do São Paulo, do Inter... ", disse o goleiro, que se esquivou ao ser questionado se o São Paulo foi antiético na negociação para contratar Alan Kardec. A preocupação de Prass é que tais declarações ampliem a rivalidade dos torcedores. "Os ânimos ficam mais aflorados e podem ir para um caminho perigoso." (Da Agência Estádio)