Publicado 30 de Abril de 2014 - 5h30

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, respondeu ontem às críticas do mandatário do Palmeiras, Paulo Nobre, em relação à negociação de Alan Kardec. E o dirigente são-paulino não deixou por menos. Em declarações fortes, atacou fortemente o "choro" de Nobre, que o havia chamado de "antiético", e disse que o clube rival está "se apequenando".

"Eu queria dizer que a manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética e demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena por demonstrações dessa natureza. O São Paulo em anos anteriores perdeu atletas. O Dagoberto foi embora para o Inter (no fim de 2011) e o São Paulo não ficou chorando. O São Paulo agiu absolutamente dentro da legislação esportiva", comentou.

Na última segunda-feira, Paulo Nobre confirmou que Alan Kardec estava fora do Palmeiras e criticou o modo como o São Paulo entrou na briga pelo jogador. O dirigente disse que o rival faltou com ética por não ter esperado o clube encerrar a negociação, que segundo ele, estava quase concretizada com o atleta. Ontem, Aidar se explicou e defendeu a postura são-paulina.

"O São Paulo obteve informações de que o jogador estava aberto para receber propostas. Quando o pai do atleta abriu a perspectiva, nós procuramos o Benfica e acertamos o valor do passe, que é de 4,5 milhões de euros para o pagamento à vista", resumiu. "Não houve quebra de ética em hipótese alguma. Eu me pergunto onde está a falta de ética em fazer uma proposta para um atleta que não renova com o clube. Eu me questiono qual o problema em falar com o Benfica se o Palmeiras não se acertou com ele." E Aidar presseguiu na resposta ao rival. “Entendo que a coletiva do presidente Paulo Nobre foi puramente juvenil, pueril. "Time grande briga pela permanência dos seus atletas."

Ao entrar na sala onde falaria com os jornalistas, Aidar abriu uma sacola e retirou dela quatro cachos de bananas. Porém, descartou que exibiu as frutas para provocar o rival Palmeiras, mas sim, por se tratar de um ato de apoio à campanha contra o racismo. "De forma alguma as bananas são alguma resposta ao Palmeiras e ao presidente Paulo Nobre", comentou. "Li nos jornais mais cedo a repercussão imensa contra o ato racista sofrido pelo Daniel Alves no último domingo, na Espanha. A caminho do Morumbi, passei no supermercado e resolvi comprar bananas para demonstrar meu apoio à causa", disse.

Já o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, descartou que a vinda de um novo atacante signifique que Luis Fabiano possa deixar o clube no meio do ano. "Não passa pela cabeça negociá-lo. Por ser um atleta que luta muito dentro de campo, já teve problemas físicos, até por conta do extenso calendário. Ele será preservado em algumas partidas menos importantes e o que queremos é que o Alan Kardec possa atuar ao lado dele", disse. (Da Agência Estado)

A FRASE

“O caminho do choro é o caminho mais fácil para se justificar perante à torcida. O choro não vale no futebol.”