Publicado 29 de Abril de 2014 - 5h30

Emerson; Oziel, Ewerton Páscoa, André Leone e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Vítor Rossini, Danilo Sacramento e Fumagalli; Fabinho e Ronaldo. Foi com essa formação que o Guarani venceu um jogo de estreia de campeonato pela última vez. Sob o comando de Oswaldo Alvarez, venceu o Oeste por 2 a 1 no Brinco de Ouro, na rodada de abertura do Campeonato Paulista de 2012.

Nos 25 meses seguintes, o Bugre só acumulou derrotas e empates em todas as estreias que disputou.

Na Copa do Brasil de 2012, perdeu para o Brasiliense. Na Série B do mesmo ano, empatou com o Paraná. No Paulista de 2013, perdeu para o Linense. Na Copa do Brasil, perdeu do Confiança. Na Série C, empatou com o Madureira.

Em 2014, largou na Série A2 com derrota para o Velo Clube. Na Copa do Brasil, empatou com o Santa Rita.

Foram sete estreias ruins, em sete competições nas quais o clube fracassou. Campanhas ridículas, nas quais o torcedor bugrino teve que ouvir até o ex-técnico Tarcísio Pugliese se vangloriar do fato de que pelo menos o time não foi rebaixado para a Série D.

A oitava estreia seguida sem vitória foi no domingo, no ABC. Com três volantes e um elenco recheado de novos reforços, o Bugre até conseguiu, durante boa parte do jogo, equilibrar as ações com o São Caetano. Mas saiu de campo derrotado por 1 a 0, num jogo em que criou muito pouco para merecer melhor sorte.

Se jogasse com um esquema mais equilibrado, com um meia ou atacante no lugar de um dos volantes, o Guarani teria vencido? Impossível saber. Se passar a jogar com dois meias a partir de sábado, o time chegará à final da Série C, como aconteceu no Paulistão de 2012? Impossível saber.

Em que pese o fato de Evaristo Piza ainda estar no começo de seu trabalho e o elenco ser completamente novo, acho que já passou da hora de o Guarani passar a ter uma postura compatível com o clube que deseja voltar a ser.

Quer resolver a questão da dívida, quer voltar a disputar as divisões mais importantes, quer parar de bater recordes negativos ano após ano, quer deixar de apanhar de times pequenos de cada canto do País?

Então que comece, desde já, a ter uma postura diferente. A jogar de forma mais ousada (ousada, não irresponsável), a jogar tendo como objetivo número 1 a vitória e não o empate.

O clube convive com a crise, mas precisa ao menos tentar combatê-la. Aceitá-la só vai piorar as coisas.