Publicado 29 de Abril de 2014 - 5h30

A Amil acabou com a equipe de vôlei feminino. Após duas temporadas, a empresa retirou o patrocínio (de acordo com informações de bastidores, de R$ 10 milhões) e decidiu investir em outras áreas do grupo. A operadora de plano de saúde deve se manifestar oficialmente hoje. A notícia pega o mercado do vôlei de surpresa. O clube campineiro, que figurava entre as três maiores potências da modalidade, já negociava com várias atletas, como a oposta Monique e a ponteira Sassá. A continuidade do projeto virou dúvida no início do mês passado, com a confirmação da saída de José Roberto Guimarães do comando — o profissional se dedicará exclusivamente à Seleção Brasileira. Isso porque o time nasceu da amizade de Zé Roberto com o fundador da Amil, Edson Bueno. Na época, início de 2012, a operadora de plano de saúde queria investir no esporte e o treinador retornava ao Brasil após seis anos no Exterior, ou seja, o casamento perfeito.Contudo, na última quarta-feira, em uma coletiva de imprensa na Arena Amil, a dúvida da continuidade se dissipou. Zé Roberto anunciou sua saída oficialmente, mas Paulo Coco, até então auxiliar técnico, foi apresentado como novo treinador. E Nelson Garrafa, gestor do projeto, confirmou os esforços da empresa para reforçar o Vôlei Amil para a temporada 2014/2015. “Estamos trabalhando para manter a qualidade apresentada nestes dois primeiros anos, buscando, de maneira lógica, a evolução. Para nossa terceira temporada, os objetivos são fazer as finais da Superliga e Campeonato Paulista. Não esperamos nada menos do que isso”, afirmou Garrafa, na ocasião. A equipe foi semifinalista nas duas edições de Superliga que disputou.A notícia do fim do patrocínio da Amil, que foi comprada pelo grupo norte-americano UnitedHealth Group (UHG) em outubro de 2012, abala o mercado do vôlei feminino, que corre o risco de perder também o time de Barueri.