Publicado 01 de Maio de 2014 - 5h00

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Unicamp fez mudanças no vestibular para 2015

Cedoc/RAC

Unicamp fez mudanças no vestibular para 2015

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) perdeu nove posições em um ano no ranking Times Higher Education, um dos mais importantes do mundo, que considera apenas universidades com menos de 50 anos. A escola ocupa agora a 37ª colocação. A instituição, porém, se manteve como a única latino-americana na lista das cem melhores.

 

O ranking divulgado nesta quarta-feira (30) é um desdobramento da pesquisa principal, que considera as melhores instituições do mundo, divulgada em outubro passado. Nessa lista geral, a Unicamp havia caído do grupo de 251º-275º para 301º-350º. A publicação afirma que faz análise separada das instituições com menos de 50 anos por elas terem potencial para serem "as próximas Harvard ou Oxford", ou seja, as principais do mundo.

 

Áreas analisadas

 

A líder entre as instituições jovens foi a Universidade de Ciência e Tecnologia Pohang (Coreia do Sul). São analisados no ranking cinco áreas: inovação, ensino, influência da pesquisa, volume de pesquisas e impressão no meio acadêmico.

 

Uma das ferramentas usadas para essa medição é a entrevista com 10.500 pesquisadores do mundo todo. Com os dados disponíveis, não é possível saber em quais áreas a Unicamp teve perdas.Para o editor do ranking, Phil Baty, o resultado do Brasil "deve servir como alerta". Ele ressalta que, além de a Unicamp ter caído, a Unesp já havia saído da lista das cem melhores em 2013.

"No ranking há várias instituições de países em desenvolvimento, que canalizaram recursos para criarem universidades de nível internacional e, assim, aumentarem a competitividade de suas economias", afirmou Baty. "O Brasil tem muito o que fazer."

 

Meio acadêmico

No levantamento, Turquia e Irã aparecem com duas instituições jovens entre as 100 melhores. Reino Unido e Austrália lideram, com 14 cada. Parte do meio acadêmico no Brasil relativiza a importâncias dos rankings internacionais. O reitor da USP (Universidade de São Paulo), Marco Antonio Zago, já afirmou que não se preocupa com as variações anuais, porque há margem de erro nos dados.

 

No último ranking geral do Times Higher Education, a USP se manteve como a melhor da América Latina, mas saiu do grupo das 200 melhores do mundo. "A variação é muito grande", afirmou Renato Pedrosa, que coordena o grupo de pesquisa sobre ensino superior na Unicamp.

Ele destaca que sua instituição começou em 47, subiu para 28, agora caiu novamente para 37. "Nenhuma universidade varia em aspectos relevantes em um ou dois anos, exceto quando há momentos de grande expansão."

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