Publicado 01 de Maio de 2014 - 5h00

Por Maria Teresa Costa

Volume morto do Sistema Cantareira deve começar a ser usado em maio

Edu Fortes/AAN

Volume morto do Sistema Cantareira deve começar a ser usado em maio

O Sistema Cantareira fechou o mês de abril com um volume de chuva de 85,7 mm, pouco abaixo da média histórica do mês, de 89,3 mm. Isso não teria sido um problema se o início do período de estiagem tivesse encontrado os reservatórios cheios. Mas com o Verão mais seco dos últimos 80 anos, a falta de chuva foi fatal para as barragens que, em um mês, viram o volume útil do sistema cair de 13,03% da capacidade em 1º de abril para 10,36% nesta quarta-feira (30), uma redução de 20,5%.

O Rio Atibaia, em Campinas (SP), teve mais um dia de queda abrupta na vazão, por conta da operação da Usina Salto Grande, que utiliza a água para gerar energia na pequena central hidrelétrica (PCH). Com a operação, a vazão na área de captação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), caiu de cerca de 9m3/s para 7,2m3/s. Por um acordo com a Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), a CPFL Renováveis coloca a usina em operação toda vez que o rio estiver com uma vazão acima de 7m3/s no ponto de monitoramento de Valinhos.

 

Nível para restrições

A vazão que está passando na captação ainda é suficiente para abastecer 95% da população de Campinas. A Sanasa vai estabelecer restrições no fornecimento quando a vazão chegar a 4m3/s. Nessa condição, a empresa irá tirar 3,2m3/s e deixar seguir em frente para garantir a vazão ecológica do rio, os demais 0,8m3/s.

 

O Atibaia vem recebendo 2m3/s do sistema e sua vazão está basicamente sendo garantida pela água que chega dos afluentes e do esgoto das cidades que estão antes de Campinas, no curso do rio.

Escrito por:

Maria Teresa Costa