Publicado 29 de Abril de 2014 - 8h54

Por Renata Rondini

Amil havia confirmado Coco (à dir.) como substituto de Zé Roberto

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Amil havia confirmado Coco (à dir.) como substituto de Zé Roberto

 A Amil acabou com a equipe de vôlei feminino. Após duas temporadas, a empresa retirou o patrocínio (de acordo com informações de bastidores, de R$ 10 milhões) e decidiu investir em outras áreas do grupo.

 

A operadora de plano de saúde deve se manifestar oficialmente nesta terça-feira (29).

 

A notícia pega o mercado do vôlei de surpresa, uma vez que o clube campineiro já negociava com várias atletas, como a oposta Monique e a ponteira Sassá, e figurava entre as três maiores potências do vôlei feminino.

A continuidade do projeto virou dúvida no início do mês passado, com a confirmação da saída de José Roberto Guimarães do comando — o profissional se dedicará exclusivamente à Seleção Brasileira.

 

Isso porque o time nasceu da amizade de Zé Roberto com o fundador da Amil, Edson Bueno.

 

Na época, início de 2012, a operadora de plano de saúde queria investir no esporte e o treinador retornava ao Brasil após seis anos no Exterior, ou seja, o casamento perfeito.

Contudo, na última quarta-feira (23), em uma coletiva de imprensa na Arena Amil, a dúvida da continuidade se dissipou. Zé Roberto anunciou sua saída oficialmente, mas Paulo Coco, até então auxiliar técnico, foi apresentado como novo treinador. E Nelson Garrafa, gestor do projeto, confirmou os esforços da empresa para reforçar o Vôlei Amil para a temporada 2014/2015.

“Estamos trabalhando para manter a qualidade apresentada nestes dois primeiros anos, buscando, de maneira lógica, a evolução. Para nossa terceira temporada, os objetivos são fazer as finais da Superliga e Campeonato Paulista. Não esperamos nada menos do que isso”, afirmou Garrafa, na ocasião. A equipe foi semifinalista nas duas edições de Superliga que disputou.

A notícia do fim do patrocínio da Amil, que foi comprada pelo grupo norte-americano UnitedHealth Group (UHG) em outubro de 2012, abala o mercado do vôlei feminino, que corre o risco de perder também o time de Barueri.

Escrito por:

Renata Rondini