Publicado 29 de Abril de 2014 - 20h54

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

A terça-feira foi bem agitada. Em Munique, o Real Madrid ignorou a vantagem do empate, tomou a iniciativa de jogo e, em poucos minutos, mostrou ao Bayern e ao mundo que a primeira vaga na final da Liga dos Campeões lhe pertencia. O zagueiro Sérgio Ramos fez dois gols seguidos em lances de bola parada e, pouco depois, Cristiano Ronaldo roubou a cena ao se transformar no primeiro jogador da história a marcar 15 gols no torneio. Terminou o jogo com 16, depois de marcar um gol de falta à la Ronaldinho.

O Real Madrid não deu a menor chance ao poderoso e muito bem treinado time alemão. Depois de perder tantos e tantos jogos para o Barcelona de Guardiola, o Real impôs uma dolorosa derrota ao treinador espanhol. Afinal, a comparação com a temporada anterior será inevitável e, embora faça um excelente trabalho, Pep não conseguirá repetir os feitos excepcionais de Jupp Heynckes, seu antecessor.

Nesta quarta-feira, o Real conhecerá seu adversário. Pode ser o Chelsea, de José Mourinho (e ver o português decidindo o título contra o ex-clube, com o qual nunca conseguiu chegar à final da Champions, seria sensacional), ou o incrível Atlético de Madrid de Simeone, argentino que insiste em colocar seu time entre os gigantes, seja na briga pelo título espanhol, seja na briga pelo título europeu.

A Liga dos Campeões está sensacional, como sempre. E logo saberemos se Cristiano Ronaldo virá a Campinas apenas só com o status de melhor jogador do mundo, ou também como campeão da Espanha e/ou da Europa.

Além da espetacular vitória do Real, o esporte teve, nesta terça, outra notícia de repercussão mundial. A NBA mostrou à Conmebol, à Fifa, aos clubes, aos oportunistas e aos hipócritas como se deve combater o racismo no esporte.

A liga simplesmente baniu para sempre Donald Sterling, dono do Los Angeles Clippers. E ainda o multou em US$ 2,5 milhões, a maior punição permitida pela regulamento.

"Nós estamos juntos na condenação aos comentários do senhor Sterling. Eles simplesmente não têm espaço na NBA", declarou Adam Silver, comissário da Liga.

Sterling recriminou sua namorada por ter posado para uma foto ao lado de Magic Johnson e ainda pediu que ela não levasse negros aos jogos do Clippers.

A NBA não mandou o caso esfriar num tribunal. Não multou o time em R$ 28 mil, como fez a Conmebol com o Real Garcilaso, não fez campanha bonitinha nas redes sociais, não comeu banana na entrevista coletiva. A NBA mostrou imediatamente a seus dirigentes, atletas e fãs que não tolera o racismo. Simples assim.

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Carlo Carcani