Publicado 30 de Abril de 2014 - 16h10

Enterro do PM Sandro Luiz Gomes, morto no domingo (27), durante patrulhamento

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Enterro do PM Sandro Luiz Gomes, morto no domingo (27), durante patrulhamento

Com a descoberta de três corpos carbonizados, no interior de uma Volkswagen Kombi destruída em um incêndio, na manhã desta quarta-feira (30), em uma rua de terra da zona industrial, Sorocaba (SP) já registra 15 assassinatos desde o último domingo (27), a maioria por tiro. O primeiro crime foi o que vitimou o policial militar Sandro Luiz Gomes, de 35 anos, na madrugada de domingo. Ao lado do sargento Antônio Correa Junior, ferido na ocorrência, ele foi pego de surpresa. Os dois faziam patrulhamento na Avenida Itavuvu, Zona Norte.

 

 

O carro em que os policiais estavam foi atingido por cinco dos 11 tiros disparados por homens em um veículo prata. Os autores passaram atirando. A polícia conseguiu prender um suspeito na terça (29) em Itapeva, na região de Itapetininga, mas não divulgou o nome.

Outro caso

 

Horas depois mais dois homens foram mortos a tiros. Renato Ferreira Gomes, de 25 anos, e Samuel Raimundo Soares, 26, foram assassinados no Jardim Casa Branca, Zona Norte. Além deles, outro homem foi ferido, mas sobreviveu e não teve o nome divulgado.

 

De acordo com a polícia, eles estavam em um campo de futebol por volta das 23h30 quando três homens chegaram armados. Os homens queriam que eles entregassem a maconha que estavam consumindo. Como se recusaram, o trio passou a atirar. Ninguém foi preso.

 

No Jardim Zulmira, o quarto assassinado da noite foi um morador de rua. Ele não foi identificado. Estava sem documentos. O homem foi achado morto a tiros sob o pontilhão da Rua Humberto de Campos. A polícia não tem pistas, mas crê que o crime não foi no mesmo dia.

Três em uma casa

 

Na manhã de terça-feira (29), mais três mortos com tiros: Tiago dos Anjos, de 25 anos; Cleyton Alessander Ravira, de 33; e Jonatas Ribeiro Gomes, de 21, foram executados em uma casa da rua Francisco Bueno de Camargo, na Vila Nova Sorocaba, zona norte. Ninguém foi preso.

 

Na noite do mesmo dia, o aposentado Sidnei Antônio de OIiveira, de 48 anos, foi a oitava vítima. Ele morreu quando conversava com o vigia de uma obra na Vila Hortência, zona leste. O aposentado levou três tiros. O vigia Valderci Inácio Cassiano, de 65 anos, mais um.

 

A polícia apurou que o crime foi cometido por um homem que chegou ao local na garupa de uma moto. O veículo parou e ele disparou cinco vezes. O aposentado morreu na hora, já o vigilante foi levado ao Hospital Regional, medicado e passa bem.

Na frente de lanchonete

 

No bairro Itanguá, Zona Oeste, quase ao mesmo instante em que ocorria o crime do aposentado, um menor foi assassinado a tiros. Ele estava na companhia de outros dois homens na viela Santa Catarina. Três homens chegaram e atiraram. Ninguém foi preso.

No Parque Paineiras, Zona Norte, Fábio Lourenço e Agostinho da Cruz Silva, cujas idades não foram divulgadas, e uma terceira pessoa não identificada morreram na calçada. Eles conversavam na frente de uma lanchonete entre as ruas Jayme dos Santos e Eliza Stefano Lamos.

 

Os disparos foram feitos pelo carona de uma moto que passou atirando, segundo testemunhas contaram à polícia. O dono do estabelecimento e outras duas pessoas também foram baleados. Eles seguem internados com estado estável. Não há pistas dos autores.

Preocupação do comando

 

Os 15 assassinatos se completaram com os três corpos encontrados na manhã desta quarta-feira. A polícia não conseguiu nem saber se eram homens ou mulheres dado o estado de destruição. A Kombi ficou inteiramente destruída. Mas não há registro de roubo dela.

 

A onda de violência levou o comando das polícias Civil e Militar se reunirem na manhã desta quarta-feira para buscar uma saída, mas os resultados da reunião não foram divulgados logo após o término por questões estratégicas.

 

Nos três primeiros meses deste ano, Sorocaba já teve 31 vítimas de homicídio doloso. Foram seis crimes em janeiro, oito em fevereiro e 17 em março. Na comparação com o ano passado, o número é expressivo. Em 2013, foram 61 vítimas em todo o ano. Os números são do Governo do Estado.