Publicado 29 de Abril de 2014 - 16h00

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, obteve liminar da Justiça para deixar o Regime Disciplinar Diferenciado

Cedoc/RAC

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, obteve liminar da Justiça para deixar o Regime Disciplinar Diferenciado

O secretário de Administração Penitenciária (SAP), Lourival Gomes, afirmou na manhã desta terça-feira (29) que vai pedir a internação de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, por 360 dias no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). (O RDD é objeto da Lei brasileira nº 10.792 que alterou a Lei de Execuções Penais e o Código de Processo Penal no País).

No último dia 9 de abril, o principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) obteve uma liminar da Justiça para deixar o regime de detenção. Segundo Gomes, o pedido para que Marcola volte para o RDD será articulado também pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

"O pedido que fizemos antes foi cautelar. Agora podemos fazer um novo, com no máximo 360 dias de internação, tempo máximo que a lei permite", afirmou Gomes. Ainda de acordo com o secretário, "há algumas" semanas ele próprio solicitou ao secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que levantasse documentos com as polícias Civil e Militar que comprovem a necessidade de que Marcola seja internado novamente no RDD.

O líder do PCC foi colocado no regime no dia 11 de março para cumprir uma medida disciplinar de 60 dias. Marcola havia sido isolado a pedido do governador Geraldo Alckmin (PSDB), após suspeitas de planejar uma fuga com outros três líderes do PCC da P-2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A facção supostamente pretendia usar helicópteros camuflados com as cores da Polícia Militar, avião monomotor e atiradores com armamento pesado.

Gomes não concordou com a decisão da Justiça de dar liminar para Marcola sair do RDD. "Para a nossa surpresa ele saiu antes do período que havíamos pedido. Entendo que a decisão foi equivocada", afirmou o secretário da SAP. O desembargador Péricles Piza, que concedeu a liminar, entendeu que, mesmo que houvesse um fato novo, não havia indícios de que Marcola tenha ordenado ou planejado a fuga.

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