Publicado 16 de Abril de 2014 - 14h17

A Polícia investiga o crime com o animal de 45 dias de vida

Arquivo pessoal

A Polícia investiga o crime com o animal de 45 dias de vida

A Polícia de Sorocaba investiga o crime de maus-tratos cometido contra uma gata de raça indefinida com 45 dias de vida, que teve a cauda separada do corpo e foi deixada em uma clínica nesta terça (15).

A veterinária Carolina Gutierres, responsável pela clínica onde o animal foi deixado, acredita que ela tenha sido girada no ar enquanto era segura pela cauda, dadas as lesões que encontrou no raio-x.

A médica disse que uma funcionária sua encontrou a gatinha debaixo de um dos carros. Pela câmera de vigilância, se descobriu que ela estava lá havia dois dias e que fora deixada por um homem.

O vídeo foi entregue para a polícia e nele é possível ver que a pessoa que traz o animal o coloca dentro do local destinado ao lixo. Pouco depois, ela sai e corre assustada para debaixo de um dos carros.

Carolina Gutierres disse que a gravidade das lesões provocadas pelos maus-tratos impediu a recuperação da cauda, que teve de ser amputada para salvar a vida da gatinha, embora restem sequelas.

Ela terá de usar fralda pelo resto da vida, pois enfrentará incontinência urinária. “Imagino a dor que essa gatinha sentiu. As lesões são por estiramento, ou seja, alguém puxou pela cauda”.

Em cinco anos de profissão, Carolina Gutierres disse nunca ter visto algo parecido. Após a cirurgia para a retirada da cauda, ela apelidou a gatinha de Babu em uma referência aos babuínos, que não têm cauda.