Publicado 30 de Abril de 2014 - 9h11

Por France Press

Uma ofensiva do Exército no sul do Iêmen esta terça-feira (29) terminou com a morte de 18 militares e 12 supostos integrantes da Al-Qaeda, incluindo brasileiros, de acordo com as autoridades locais.

Ao falar sobre o resultado do ataque, o presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, afirmou que há corpos de combatentes de várias nacionalidades, como brasileiros, franceses, holandeses, alemães e árabes. Hadi disse ainda que os governos dos países em questão não se interessaram em recuperá-los.

"Quase 70% dos membros da Al-Qaeda no Iêmen são estrangeiros", destacou o presidente, durante uma cerimônia de promoção de oficiais na capital Sanaa.

Segundo um comandante militar, os soldados, com a ajuda de milicianos locais, realizaram uma ofensiva em quatro eixos, nas províncias de Shabwa e Abyan, onde a Al-Qaeda na Península Arábica mantém forte presença.

A operação foi realizada dez dias depois de um ataque aéreo que matou 60 insurgentes, e começou na segunda-feira à noite. Os confrontos também deixaram dez soldados feridos.

As províncias de Shabwa e Abyan também foram cenário de ataques contra as forças de segurança. Na primeira, 15 militares morreram em uma emboscada. Já em Abyan, outros três morreram quando o veículo militar em que estavam foi atacado.

Poucas horas depois, uma reunião de "Amigos do Iêmen" foi realizada em Londres para arrecadar fundos destinados ao país árabe.

O presidente iemenita anunciou um reforço nas medidas de segurança para combater eventuais novos ataques da rede extremista.

O ministro da Defesa, Mohamed Naser Ahmed, está no sul do país para supervisionar a ofensiva.

"Existe uma decisão oficial de expulsar a Al-Qaeda das províncias de Shabwa e Abyan", explicou à AFP Husein al-Wuhayshi, chefe dos comitês de defesa popular, milícia que participa dos confrontos.

Os insurgentes se refugiaram em localidades montanhosas dessas províncias depois de o governo tê-las expulsado das maiores cidades de Abyan.

Nos dias 19 e 20 de abril o Exército lançou uma ofensiva aérea, com apoio de aviões não-tripulados americanos, contra campos de treinamento da Al-Qaeda, deixando 60 mortos.

Apesar das baixas recentes, o braço da organização no Iêmen é considerado pelos Estados Unidos o mais perigoso e ativo.

Os jihadistas aproveitaram o enfraquecimento do poder central, causado pela saída do presidente Ali Abdullah Saleh em 2011, para reforçar sua presença no país.

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