Publicado 03 de Abril de 2014 - 7h59

Por France Press

Ataque ocorreu na base militar de Fort Hood, no Texas, sul dos Estados Unidos

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Ataque ocorreu na base militar de Fort Hood, no Texas, sul dos Estados Unidos

Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas nesta quarta-feira (2) em um tiroteio na base militar de Fort Hood, no Texas, sul dos Estados Unidos, informou um oficial americano, enquanto fontes extraoficiais citavam quatro mortos.

Um militar consultado pela AFP, que pediu para não ser identificado, disse que ainda não era possível confirmar se a vítima fatal é o atirador.

"Não posso confirmar o estado do atirador", admitiu.

Em entrevista à rede CNN, o senador republicano pelo Texas, Michael McCaul, que preside o Comitê de Segurança Nacional, falou em quatro mortos, incluindo o autor dos disparos. Essa informação não foi confirmada oficialmente.

Vários veículos da imprensa americana disseram que o atirador teria se suicidado, após o massacre.

Em seu boletim mais recente, a base declarou que "o Diretório dos Serviços de Emergência de Fort Hood tem um informe inicial de que o atirador está morto, mas isso não está confirmado".

Em um comunicado, a base militar, que foi fechada, anunciou que "o pessoal ferido está sendo transladado para o hospital Carl R. Darnall (de Fort Hood) e para outros hospitais locais".

Em uma entrevista coletiva, o centro médico Scott and White Memorial confirmou ter recebido quatro vítimas "com ferimentos graves, muito graves". Outros dois pacientes devem chegar nas próximas horas.

Espera-se uma coletiva de imprensa com o comando de Fort Hood nas próximas horas.

A CNN divulgou que o atirador foi atingido e que o próprio suspeito pode ter sido o autor dos disparos contra si mesmo. Também há informações de um segundo atirador.

De Chicago (norte dos EUA), o presidente americano, Barack Obama, disse que seu governo está acompanhando de perto a evolução dos acontecimentos em Fort Hood.

"Quero apenas garantir a todos que chegaremos ao final para saber o que aconteceu", declarou. "Obviamente, isso reabriu a dor do que aconteceu em Fort Hood cinco ano atrás".

"Muitas dessas pessoas estiveram várias vezes no Iraque e no Afeganistão. Serviram com coragem, com distinção. Elas precisam se sentir seguras em sua base de origem", frisou o presidente. "Estamos desolados que isso tenha acontecido outra vez".

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, garantiu que Obama está sendo mantido atualizado sobre o episódio. Earnest não comentou sobre as possíveis vítimas.

O secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, uniu-se a Obama e classificou o ocorrido como "tragédia".

"Quando vemos tragédias como essa em nossas bases é porque algo não está funcionando", afirmou Hagel.

Em sua conta no Twitter, as Forças Armadas manifestaram seu apoio às famílias afetadas.

Em entrevista à KCEN TV, uma testemunha descreveu o suposto responsável pelo tiroteio como um homem branco que dirigia um veículo Toyota cinza e que teria usado uma pistola calibre 45. Além disso, o suspeito teria estado no edifício médico da base militar.

De acordo com fontes não identificadas, informou a CBS News, o atirador teria sido um soldado de 34 anos, e o tiroteio teria começado de uma briga entre soldados.

Em 9 de novembro de 2009, o major Nidal Hassan disparou na mesma base, onde são preparados os soldados destinados a zonas de conflito. O incidente deixou 13 mortos. No episódio, 12 dos mortos e 30 dos feridos eram soldados. Hassan foi morto por um policial civil, que respondeu ao ataque.

Conhecido por sua qualidade de vida e por ser extremamente seguro, Fort Hood se espalha por uma área de quase 900 quilômetros quadrados. É a maior base militar dos Estados Unidos, com uma população de pelo menos 70 mil pessoas, incluindo um efetivo militar de 42 mil homens.

Além disso, é a única base do mundo capaz de abrigar duas divisões armadas. Dela saem as tropas destacadas para a maioria dos conflitos desde a Guerra do Vietnã.

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