Publicado 28 de Abril de 2014 - 18h40

Por Correio.com

Trabalhadores do Ouro Verde em greve em frente ao hospital nesta segunda-feira (28)

César Rodrigues/AAN

Trabalhadores do Ouro Verde em greve em frente ao hospital nesta segunda-feira (28)

Em audiência realizada no Ministério Público do Trabalho em Campinas, na tarde desta segunda-feira (28), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) se comprometeu a contratar, de imediato, 64 novos funcionários para trabalharem no Hospital Municipal Ouro Verde, em atendimento à demanda do Sinsaúde (Sindicato Dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas). O compromisso visa ao encerramento da greve que teve início nesta segunda no Hospital.

 

O sindicato realizará uma assembleia às 8h da terça-feira (29) para saber se os profissionais da categoria aceitam a proposta e voltam ao trabalho. Apenas os funcionários do hospital aderiram ao movimento, pois os médicos são impedidos de fazer greve quando há uma epidemia, como ocorre atualmente em Campinas. Nesta segunda, a Secretaria de Saúde anunciou que a cidade teve 17.136 casos de dengue registrados desde 1º de janeiro.

 

Contratação gradual

Embora tenha reconhecido que o déficit de trabalhadores é em numero de 174, a associação alegou não haver condições financeiras para contratar de imediato esse número de funcionários sem o aumento do repasse prévio da verba municipal. A prefeitura informou que pagará à SPDM, no prazo de 15 dias, o apostilamento de R$ 1.383.669,28 e ainda agregará ao contrato o valor de R$ 254.933,47 por mês, a partir de 1º de abril.

Dessa forma, a SPDM se comprometeu a contratar mais 110 funcionários no prazo de 30 dias, quando a prefeitura efetuar os repasses prometidos. Dois vigilantes vinte e horas também serão disponibilizados pela empresa no pronto socorro.

Quanto à questão da falta de segurança levantada pelos representantes do Sinsaúde, o Município, por sua vez, confirmou que firmará contrato para a criação de uma segurança patrimonial em parceria com a própria SPDM, além de intensificar o policiamento realizado pela Guarda Municipal nos horários de pico de atendimento do hospital, mas que não há a possibilidade de alocar seguranças particulares.

Ausência de cumprimento da NR-15, assédio moral e pagamento das horas acumuladas como horas extras foram outras práticas denunciadas pelo Sinsaúde e que se decidiu que serão discutidas a fundo na nova comissão paritária do hospital, que integrará sindicato, funcionários e a SPDM, com criação e eleição previstas para maio.

Já no final da audiência, a SPDM garantiu que não haverá punição ou prejuízo salarial aos trabalhadores que aderiram à greve se os mesmos retornarem ao trabalho até terça-feira.

 

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