Publicado 28 de Abril de 2014 - 8h44

Por Da redação

Chamamento público vai definir qual organização social (OS) administrará o Hospital Ouro Verde pelo período de cinco anos

Cedoc/RAC

Chamamento público vai definir qual organização social (OS) administrará o Hospital Ouro Verde pelo período de cinco anos

Mais da metade dos profissionais de saúde que trabalham no Hospital Ouro Verde de Campinas estão em greve desde as 6h desta segunda-feira (28). A cidade enfrenta a pior epidemia de dengue da história, com mais de 14 mil casos segundo o último balanço da Prefeitura. No Ouro Verde são atendidos por dia de 500 a 600 pacientes. Com a epidemia, esse número subiu para 800.

 

Por conta da paralisação, foram canceladas 28 cirurgias eletivas, 15 endoscopias e 13 tomografias. Os pacientes foram notificados pelo hospital para que os procedimentos sejam remarcados. Os médicos trabalham normalmente, pois são impedidos de entrar em greve durante epidemias.

 

Um reunião de conciliação, entre o sindicato da categoria e a direção do hospital, será realizada nesta segunda-feira (28) no Ministério do Trabalho (MPT). A categoria reivindica melhores condições de trabalho.

“Só vamos aceitar uma proposta que melhore efetivamente nossas condições de trabalho, pois não podemos mais trabalhar por dois, três e até quatro profissionais para não deixar a população desassistida. Queremos condições dignas de trabalho”, frisa o diretor do Sindicato da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde), Paulo Sérgio Pereira da Silva, que também é funcionário do Ouro Verde.

A greve foi decidida em assembleia no último dia 16. Os trabalhadores são terceirizados. Trabalham para o hospital que é da Prefeitura, mas são contratados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) – que se intitula entidade filantrópica.

 

A reportagem entrou em contato com a SPDM, para saber a posição da entidade em relação às reivindicações, mas, até o momento, não obteve resposta. 

 

Em meio a isso, a Universidade de Campinas (Unicamp) mostrou interesse em assumir a direção do hospital. A ideia é estudada pela Prefeitura. 

Reivindicações

 

-Contratação de funcionários para todos os setores do hospital em decorrência de um déficit de cerca de 200 trabalhadores;

 

-Segurança para todos os setores do hospital;

 

-Adequação dos materiais básicos que faltam no hospital;

 

- Regularização das horas-extras;

 

- Melhoria no atendimento prestado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT);

 

- Fim do assédio moral praticado pelos gerentes, chefias e supervisores.

Colaborou a repórter Cecilia Polycarpo, da AAN

 

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