Publicado 25 de Abril de 2014 - 16h00

Por Da redação

Cerca de 300 pessoas participaram de um ato organizado pelo PCJ em defesa do Sistema Cantareira

Cesar Rodrigues/ ANN

Cerca de 300 pessoas participaram de um ato organizado pelo PCJ em defesa do Sistema Cantareira

Cerca de 300 pessoas participaram de um ato organizado pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), em defesa do Sistema Cantareira, na manhã desta sexta-feira (25), no fundo seco da represa Jacareí – em baixo da ponte da estrada que liga Piracaia a Joanópolis (SP-036), no km 100,8. Lá está situada a barragem Cachoeira, umas das cinco que compõe o sistema e a que tem a situação mais crítica.

O local da manifestação foi escolhido por ser o símbolo mais dramático do esvaziamento do Sistema Cantareira provocado pela seca que atinge nascentes e as represas desde o início do Verão e pela manutenção de retiradas de água para as regiões abastecidas pelo sistema. A água atinge normalmente 18 metros na marca localizada em uma das estruturas de sustentação da ponte da Rodovia José Augusto Freire.

 

A manifestação envolveu deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores de cidades da região, entidades e estudantes de escolas públicas de Piracaia. Todos os manifestantes deram um abraço simbólico ao Sistema Cantareira.

Em 2010, nesse ponto, o reservatório estava cheio, quase no limite da ponte. O evento está mobilizando entidades de gestão de recursos hídricos, técnicos, gestores e jornalistas. Os municípios estão organizando caravanas e as escolas das cidades de Piracaia e Joanópolis estão programando levar as crianças para o ato.

Segundo o Secretário Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, apesar da seca na represa ser comum no período de estiagem, é perceptível que o abastecimento não pode depender do volume útil. De acordo com ele, novos reservatórios nas regiões de Amparo e Pedreira, que atenderiam principalmente a Região Metropolitana de Campinas, diminuiriam o problema.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente Luiz Carlos Rossini, também esteve no ato e foi um dos representantes da Câmara de Campinas.

Membros do PCJ elaboraram uma carta com propostas de curto, médio e longo prazo para sugerir medidas sobre o problema aos órgãos públicos e ao Governo Federal.

 

Com informações de Maria Teresa Costa/AAN

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