Publicado 01 de Abril de 2014 - 7h57

Por Maria Teresa Costa

O registro de novas oscilações no volume do Rio Atibaia voltará a afetar as ações de pequenas centrais hidrelétricas instaladas na região de Campinas, que passarão a operar somente quando a vazão estiver em cerca de 7 m3/s no ponto de medição em Itatiba. Na sexta-feira, por exemplo, a vazão chegou a 5,9 m3/s — a Sanasa capta 4,1 m3/s. Ontem, a vazão foi de 8,5 m3/s, no final de um mês com média histórica de 45 m3/s. O cenário atual já revela pedras à mostra. A redução nas atividades das hidrelétricas foi acordada ontem entre a CPFL Renováveis e a Câmara de Monitoramento Hidrológico, atendendo a uma reivindicação de Campinas — toda vez que a usina Salto Grande entra em pleno funcionamento, o nível do rio baixa e afeta a captação. Com pouca água seguindo o curso do rio, a fauna também pode ter prejuízos.

Com o acordo, o ponto do rio em Itatiba servirá de base de monitoramento para garantir tranquilidade na captação, segundo o consultor da Sanasa, Paulo Tínel. “Com uma regra clara, a usina saberá quando deve iniciar a operação e quando suspender, sem que a gente seja surpreendido com quedas abruptas de vazão.”

A CPFL Renováveis informou que está operando as três PCHs da região (Jaguari, Americana e Salto Grande) e que nos horários em que a vazão é insuficiente, a geração de energia é reduzida ou interrompida. A empresa informou que vem recebendo orientações da Câmara Técnica do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) para que seja garantida a operação adequada e segura das usinas, sem interferir nas captações para abastecimento.

 

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Maria Teresa Costa