Publicado 03 de Março de 2014 - 21h58

Por Paulo Santana

Jogadores da Ponte Preta precisam torcer também para não chover no dia da partida, pois o gramado não tem drenagem

Bruno Willemon/Divulgação

Jogadores da Ponte Preta precisam torcer também para não chover no dia da partida, pois o gramado não tem drenagem

Com uma semana de antecedência, a Ponte Preta já definiu seu plano de viagem para a estreia na Copa do Brasil, diante do Náutico, de Roraima. O jogo de ida está marcado para o dia 12 (quarta-feira), no Estádio Raimundo Ribeiro, o Ribeirão, em Boa Vista. O treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, decidiu mandar um time reserva e deixará o comando para o auxiliar-técnico Vaguinho e para o supervisor de futebol Gustavo Bueno.

De Campinas até a capital roraimense, são 4,7 mil quilômetros, em voo de pelo menos 12 horas de duração. O time embarca na noite de segunda-feira e retorna logo depois da partida, na madrugada de quinta-feira, às 2h40, com chegada prevista para as 14h. "Será uma viagem desgastante e já me disseram que o campo é muito ruim. E vale lembrar que temos um jogo importantíssimo no final de semana, contra o Palmeiras. Não podemos correr risco de ter alguma baixa", justifica o treinador.

Com a semana cheia para os titulares, Vadão poderá intensificar os treinamentos do time, que poderá jogar a penúltima rodada precisando de vitória para garantir classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista. E ainda terá a chance na partida de volta para vencer o atual campeão roraimense. "Se a gente não 'matar' na primeira, teremos oportunidade na volta, em casa", ressalta, lembrando da vantagem de eliminar o segundo confronto com vitória por dois ou mais gols de diferença.

O Náutico-RR jogou apenas duas partidas em 2014 e tomou duas goleadas. Uma por 7 a 2 e outra de 4 a 0 para o Paysandu, valendo pela Copa Verde, competição que reúne apenas clubes do Norte do Brasil. O técnico Mazola Júnior, que foi jogador da Ponte e trabalhou muitos anos no clube, falou das dificuldades encontradas pelo Papão da Curuzu. "Tivemos muitos problemas para chegar lá. Uma parte do elenco dormiu em Manaus e ainda sofremos porque não queriam embarcar nosso material de jogo", contou o treinador, que tem João Brigatti como seu preparador de goleiros.

O estádio em que a Macaca vai jogar tem capacidade para 3 mil pessoas. Seu gramado é bem desnivelado e, em caso de chuva, a situação se complica, porque não existe drenagem. Mas a situação poderia ser bem pior, se o jogo fosse na cidade-sede do Náutico. Caracaraí, que fica a 140 km da capital, tem apenas um campo, que sequer conta com arquibancadas. "Independente do lugar ou do adversário, temos que entrar com seriedade e fazer a nossa parte. Se der para eliminar a volta, tudo bem. Se não, a gente decide em casa", diz o zagueiro Diego Sacoman.

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Paulo Santana