Publicado 02 de Março de 2014 - 19h04

Por Paulo Santana

Mosaico feito pela torcida da Ponte Preta no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana

Leandro Ferreira/AAN

Mosaico feito pela torcida da Ponte Preta no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana

A Ponte Preta foi o 28º clube do Brasil que mais arrecadou com bilheterias em 2013. Foram mais de R$ 3,5 milhões em jogos dos campeonatos Paulista e Brasileiro e das copas do Brasil e Sul-Americana. Por outro lado, a Macaca se mostrou bastante generosa com seu torcedor, já que foi um dos clubes que cobraram ingresso mais barato na temporada. Em média, o tíquete custou apenas R$ 12,73, bem abaixo dos R$ 62,73 cobrados pelo Atlético-MG, o campeão do preço alto.

O estudo, bastante detalhado, foi elaborado pela Pluri Consultoria com apoio do site Sr. Goool e publicado na semana que passou. “Nossa avaliação considerou a arrecadação bruta das equipes, quando mandantes, para os jogos disputados nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana, Recopa, Copa do Nordeste e os 26 campeonatos Estaduais. Um total de 34 competições e 296 equipes participantes”, explica o economista Fernando Ferreira, que também é especialista em Gestão e Marketing do Esporte e Pesquisa de Mercado, além de diretor da Pluri.

O Flamengo foi o clube que mais arrecadou, com um total de R$ 44 milhões, o equivalente a quase 10% de toda a arrecadação do futebol Brasileiro no ano. Em seguida veio o Cruzeiro, com R$ 39 milhões, o Atlético-MG, com R$ 35 milhões, o Corinthians, com R$ 32,2 milhões, e o Grêmio, com R$ 30,6 milhões. A Ponte teve R$ 3.510.503, com média de R$ 92.382, por partida no Majestoso.

Neste ano, em seis jogos do Campeonato Paulista, a Ponte captou R$ 273.355,00 em suas bilheterias. Uma média de R$ 45.559, praticamente a metade do que se arrecadou em 2013. O clube amargou prejuízo em todos os jogos contra equipes do Interior paulista: Oeste, Linense, Audax e Ituano. Só teve lucro nos confrontos com os grandes da Capital, Corinthians (R$ 28 mil) e São Paulo (R$ 41 mil).

Em dezembro do ano passado, o presidente Márcio Della Volpe já havia dito que a temporada 2014 seria particularmente complicada para a Ponte Preta do ponto de vista financeiro.

Prevendo um período de vacas magras, o investimento no departamento de futebol foi drasticamente reduzido de R$ 1,5 milhão para R$ 450 mil mensais. Isso porque o clube terá apenas R$ 6,5 milhões de cotas de TV pelo Paulistão e pela Série B. Quantia bem inferior aos R$ 30 milhões previstos se o time continuasse na divisão de elite nacional.

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Paulo Santana