Publicado 01 de Março de 2014 - 5h30

A Chevrolet anunciou ontem um recall envolvendo os modelos Classic, Cobalt, Montana e Spin produzidos entre 19 de novembro de 2013 até 7 de fevereiro deste ano, por um problema no filtro de combustível. O chamado totaliza 16.706 carros, com chassis de final EB213875 a EB253199.

No comunicado, a empresa informa que o problema pode ocasionar vazamento do líquido, altamente inflamável, próximo ao tanque. Caso haja contato entre o líquido e o tanque, há possibilidade de incêndio. Outra possibilidade apontada pela montadora é o desligamento repentino do motor por falta de combustível, o que pode ocasionar colisões. Os proprietários dos modelos citados devem entrar em contato com uma concessionária e agendar uma data para fazer a inspeção e a eventual substituição do componente defeituoso. Mais informações, (0800) 702-4200. (Folhapress)

Superávit primário vem fraco e não agrada mercado

Com um resultado abaixo das expectativas de mercado, o superávit primário do setor público consolidado - que engloba a administração federal, governos estaduais e municipais e empresas estatais - ficou em R$ 19,92 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. A economia - a menor para o mês desde 2011 - ficou bem abaixo do saldo de R$ 30,25 bilhões obtido em janeiro do ano passado. Além disso, com o pagamento de uma despesa recorde de R$ 30,39 bilhões em juros no primeiro mês de 2014, o déficit nominal do setor público chegou a R$ 10,47 bilhões no mês passado, o maior desde janeiro de 2006. O esforço fiscal de janeiro foi composto por um superávit primário de R$ 12,54 bilhões do Governo Central - Tesouro Nacional, Banco Central e INSS. Já os Estados e municípios obtiveram uma economia de R$ 7,24 bilhões, a maior desde que o Banco Central começou a compilar essas informações, em 2001. Mas, de acordo com o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, isso se deveu às transferências de recursos da União para os demais entes da Federação, alterando apenas a composição do resultado total no setor público. Já as estatais obtiveram um primário de R$ 131 milhões em janeiro. O economista destacou que o superávit consolidado de janeiro já foi equivalente a 20,1% da meta estipulada pelo governo para todo o ano de 2014, que é de R$ 99 bilhões. Ele ressaltou, porém, que o primeiro mês de cada ano sempre é um período favorável para as estatísticas fiscais. Ainda assim, analisando a economia do governo em uma perspectiva mais longa (considerando os últimos 12 meses) o superávit acumulado diminuiu. Até dezembro, essa conta estava em R$ 91,3 bilhões, equivalentes a 1,9% do PIB, mas com o resultado de janeiro o saldo em 12 meses caiu para R$ 80,97 bilhões, ou 1,67% do PIB. Nesse período, o resultado do Governo Central representa R$ 61,75 bilhões do total. Para o economista-chefe da Mauá Sekular, Alesandro del Drago, o superávit primário do setor público consolidado no início do ano configura um quadro corrente que não condiz com o que o governo anunciou recentemente. “Logo de cara vir um número assim não é bom. Deveria vir pelo menos razoável. Sinaliza que a largada do governo para o ano foi ruim”, avaliou. Segundo ele, nos três primeiros meses do ano, o governo deveria fazer “de tudo” para demonstrar seu comprometimento com a meta fiscal. Na avaliação do economista, os números mais fracos do setor público em janeiro ante o mesmo mês de 2013 (R$ 30,25 bilhões) podem colocar em risco a percepção de bom humor dos analistas do mercado em relação ao anúncio fiscal recente, quando o governo divulgou o compromisso de economizar R$ 44 bilhões no Orçamento e informou que a meta de superávit primário para as contas do setor público é de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB. (Agência Estado)