Publicado 03 de Março de 2014 - 19h33

Por Bruno Bacchetti

Foliões do bloco Vai Quem Quer durante o desfile no Parque Brasil 500

Carlos Sousa Ramos/AAN

Foliões do bloco Vai Quem Quer durante o desfile no Parque Brasil 500

Depois de correr o risco de não ser realizado por causa de uma ação do Ministério Público que interditou o Sambódromo no Parque Brasil 500, o Carnaval de Paulínia aconteceu de forma tímida no último domingo (2).

 

Com o Pavilhão de Eventos, que também fica no complexo, e a arquibancada com capacidade para 3 mil pessoas ainda interditados, 13 blocos carnavalescos da cidade animaram o público.

 

Na noite desta segunda (3), três escolas se apresentaram no Sambódromo, e hoje a folia termina com trio elétrico.

Os 13 blocos que participaram do Carnaval receberam R$ 15 mil cada pela participação, além de premiação de R$ 25 mil para o campeão e R$ 20 mil para o vice.

 

Jurados profissionais contratados pela Prefeitura avaliaram quesitos como número de participantes, alegorias e fantasias.

 

Já as três escolas de samba que desfilaram levaram R$ 100 mil cada uma.

 

A campeã receberá R$ 60 mil, a vice R$ 50 mil, e a terceira R$ 35 mil. Os resultados saem na terça-feira (4).

“Apesar dos grandes problemas causados pela Promotoria, a Secretaria de Turismo conseguiu manter o compromisso com os blocos e escolas, que envolvem tantas famílias. Somente nos 13 blocos desfilaram cerca de 1,5 mil pessoas”, afirmou a secretaria de Turismo de Paulínia, Elisabeth de Brito.

 

Ela reconheceu que o imbróglio jurídico que ameaçou o Carnaval atrapalhou a ida do público ao Sambódromo. “Atualmente a informação é rápida. Sábado o público foi razoável, domingo melhorou e hoje deve aumentar”, disse.

Porém, o público que compareceu ao Carnaval no último domingo ficou decepcionado com a festa tímida, já que a folia da cidade é considerada uma das melhores e mais vibrantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

 

 

 

“Bruxas” do bloco Cadente: animação e beleza no Carnaval de Paulínia

Créditos: Carlos Sousa Ramos/ AAN

 

 

 

 

 

“Não está bom como nos anos anteriores. Venho para cá todo ano e acho que esse problema com a Justiça atrapalhou bastante”, opinou o mestre de obras Evaldo Pereira, de 39 anos.

 

O autônomo Márcio Batista, de 45 anos, teve avaliação semelhante e não mostrou muito entusiasmo com a festa apresentada em Paulínia. “A falta da arquibancada atrapalhou muito”, disse.

Mas nem tudo foi crítica ao Carnaval de Paulínia, e teve quem elogiasse a festa. “Eu estou gostando bastante, os blocos estão muito bonitos e o ambiente está tranquilo”, descreveu a contabilista Andreia Carvalho Franchischini, de 43 anos.

Caso

O Carnaval de Paulínia, previsto para começar na sexta-feira passada, foi suspenso por determinação da 2ª Vara Judicial da cidade, que impediu a realização da festa por falta de documentação que atestasse a segurança do público no local.

O sambódromo havia sido interditado na última quinta-feira a pedido do Ministério Público (MP). A liminar expedida pela juíza Marta Brandão Pistelli afirmava que existia risco concreto à segurança dos usuários dos espaços públicos.

No sábado à tarde, a Prefeitura de Paulínia anunciou que iria manter a programação do Carnaval no Sambódromo do Parque Brasil 500, após conseguir o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e o habite-se necessários para a realização evento.

No local, há estrutura metálica com palco, tendas e arquibancadas, já que a de alvenaria não será usada.

 

 

Escrito por:

Bruno Bacchetti