Publicado 04 de Março de 2014 - 5h00

Por Adriana Ferezim

Lorena ao lado do irmão Marcos, da mãe Maria Aparecida e do pai José Marcos

Del Rodrigues/ AAN

Lorena ao lado do irmão Marcos, da mãe Maria Aparecida e do pai José Marcos

A falta dos longos cabelos castanhos era algo que incomodava Lorena Abdala, 15, e que foi solucionada pela ONG Cabelegria, de Piracicaba. A entidade doou uma peruca para que a adolescente, recuperasse o visual perdido com o início do tratamento contra o câncer, em janeiro. Seus cabelos caíram duas semanas depois da primeira sessão de quimioterapia. Ela ainda terá de receber esse medicamento até julho.

Lorena é uma jovem doce, muito bela e cheia de vida e de fé. Ela ficou emocionada ao receber o acessório, na última quinta-feira (27), que foi entregue pelos Heróis na Luta contra o Câncer Infantil. A mãe, Maria Aparecida Abdala, não conteve as lágrimas. "É uma coisa que ela queria muito, mas ainda não tínhamos como comprar", contou.

A adolescente contou que não sentia vergonha de ir aos lugares usando lenço, mas acredita que a peruca dará mais liberdade para sair com os amigos e o namorado.

Foi a mãe de Lorena e uma tia que conheceram a ONG e solicitaram a peruca.

A entrega foi feita pelos heróis, que tem visitado crianças com câncer no Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC). O projeto tem o apoio da Gazeta.

 

"Como os representantes da ONG Cabelegria não podiam fazer a entrega pessoalmente, eles nos pediram esse apoio. Nós conhecemos o projeto da ONG nesse trabalho de visita no hospital", disse uma das participantes.

 

Ao ver tantos heróis em casa, o irmão de Lorena, Marcos Henrique, 9, também ficou emocionado com o gesto que ajudou sua irmã e porque é fã dos heróis. Ele mostrou ao grupo, com orgulho, o escudo do Capitão América que ele e o pai José Marcos Abdala fizeram juntos.

 

"Agradecemos muito a dedicação de vocês no hospital e agora trazendo a peruca. Que vocês continuem esse trabalho", disseram os pais de Lorena.

Luta

Lorena descobriu que tinha linfoma de Hodgking em janeiro, quando foi internada com suspeita de pneumonia.

 

"Eu sentia dores nas costas, falta de ar quando caminhava um pouco, pontadas no peito e muito cansaço", contou. 

Foram os exames no hospital que identificaram a doença.

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). o linfoma de Hodgkin, é uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

 

A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; no entanto, é mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos.

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Adriana Ferezim