Publicado 03 de Março de 2014 - 5h00

Humor

O governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) havia decidido centrar esforços na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, em vez de propor as mudanças nas macrozonas e encaminhar os projetos para votação na Câmara. Ao que tudo indica, a situação começou a mudar e o Executivo pediu uma sondagem do “humor” dos vereadores para votar as matérias. No Legislativo, os parlamentares sempre foram sedentos pelos projetos como forma de emplacar as mudanças em seus redutos.

O que está pronto?

A discussão sobre as macrozonas dura tanto tempo que fica difícil acreditar que de fato o pacote completo chegará a ser votado. Isso porque com a demora, troca de governo e resistência por causa de parte dos parlamentares, os planos locais constantemente voltam para o Executivo sob a justificativa de serem revisados. Não foi diferente no governo Jonas. Na Câmara, os parlamentares ainda aguardam a contratação de um técnico.

Técnico

A promessa de contratação de um técnico para passar um pente-fino nas macrozonas é feita desde a gestão de Aurélio Cláudio (PDT) na Presidência. O atual chefe do Legislativo, Campos Filho (DEM), também prometeu disponibilizar esse profissional. Delegou para o vereador José Carlos Silva (SDD) indicar um nome e, até agora, nada saiu do papel.

Emendas

O vereador Carlão do PT já está preparado para apresentar emendas ao projeto enviado pelo governo Jonas e que prevê liberar áreas para empreendimentos de interesse social fora do eixo da periferia. Acontece que Carlão quer mudanças e, uma delas, é incluir as macrozonas 1 (Sousas e Joaquim Egídio, 2 (Bosque das Palmeiras e Vale das Garças) e 3 (Barão Geraldo) entre aptas a receber esses investimentos.

Segregação

Para o parlamentar, a inclusão dessas áreas contribui para acabar com a segregação social do solo municipal, já que as pessoas terão oportunidade de morar próximas a seus trabalhos, reduzir o tempo de locomoção e a sobrecarga do sistema de transporte público.

Faixa salarial 1

Outra alteração que deverá ser apresentada pelo bloco opositor é a inclusão no projeto da Prefeitura, de um parágrafo que deixe claro a destinação desses empreendimentos. Pelo projeto do Executivo, será contemplada a população de baixa renda.

Faixa salarial 2

Os parlamentares do PT acreditam que a Administração entende como baixa renda quem recebe até seis salários mínimos. Eles querem que os empreendimentos sejam para os que acumulam até três salários mínimos. Além disso, outra proposta é o mapeamento das áreas que podem receber esse projeto como forma de evitar a especulação imobiliária.

Aprovação

As emendas surgiram após um debate realizado na Câmara. O projeto deve passar agora por audiência pública. Não existe garantia de que as alterações serão acatadas pelo governo.

Viva o José

A Prefeitura de Campinas contratou bandas de Axé Music para animar o carnaval na cidade que andou meio combalido nos últimos anos por causa da crise política.