Publicado 02 de Março de 2014 - 13h07

Por Yasmine Souza

Gomes,que produz e vende o carvão sustensável: "condições de trabalho na empresa são regularmente fiscalizadas"

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Gomes,que produz e vende o carvão sustensável: "condições de trabalho na empresa são regularmente fiscalizadas"

O cerco promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em carvoarias do interior paulista que utilizam trabalho escravo e madeira nativa explorada de forma ilegal tem aumentado a procura por carvão vegetal produzido de forma sustentável.

No início do ano, uma força tarefa do MTE resgatou sete menores que trabalhavam irregularmente e dezenove trabalhadores que eram mantidos em condições análogas à escravidão em carvoarias.

A “Operação Gato Preto”, contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho e da Advocacia Geral da União.

Foram fiscalizadas dez carvoarias em Pedra Bela, Joanópolis e Piracaia, na região de Bragança Paulista e seis delas foram fechadas.

 

As pessoas resgatas pelo Ministério do Trabalho trabalhavam sem registro em carteira, viviam em condições insalubres, sem instalações sanitárias, não tinham acesso a água potável e sequer dispunham de algum equipamento de proteção - apesar de exercerem uma atividade considerada de alto risco.

 

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo afirmou que estenderá a operação a outras cidades da região, além de ampliar a fiscalização a estabelecimentos comerciais que vendem o carvão produzido de forma irregular.

De acordo com o órgão governamental, quem comercializa o produto também está sujeito a ser penalizado judicialmente.

Opções

 

O mercado já dispõe de alternativas ecológicas para o carvão vegetal, como o que é produzido a partir de madeira de reflorestamento.

Uma das empresas que atua nesse segmento em forte expansão é a Jamp Florestal, que ocupa uma área de 50 mil hectares no Estado de Tocantins.

 

Márcia Andrea Marrone, gerente geral da Gomes Distribuidora, em Campinas, responsável pela distribuição do produto no Estado de São Paulo, explica que além da vantagem ambiental, o carvão ecológico ainda é econômico.

 

“A chama produzida pelo carvão é mais uniforme e o tempo de queima é maior. A produção de fumaça também é bem menor que a dos outros carvões”, afirma Márcia.

 

O óleo aromatizante de eucalipto, obtido dos galhos e as folhas da árvore, é outro produto comercializado pela Jamp Florestal. “A planta é totalmente aproveitada”, ressalta.

 

O diretor comercial da Gomes Distribuidora, Júnior Gomes, explica que as condições de trabalho na empresa são regularmente fiscalizadas, garantindo um produto de qualidade.

 

“O carvão chega a São Paulo embalado e pronto para ser levado para as prateleiras dos supermercados e estabelecimentos comerciais”, afirma.

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Yasmine Souza