Publicado 05 de Março de 2014 - 15h51

Federer foi escolhido pelos colegas tenistas para receber o Stefan Edberg Sportsmanship Award, prêmio de esportividade, pela nona vez

AFP

Federer foi escolhido pelos colegas tenistas para receber o Stefan Edberg Sportsmanship Award, prêmio de esportividade, pela nona vez

Roger Federer, campeão em Dubai no último fim de semana, encara um novo torneio no deserto, desta vez em Indian Wells, no primeiro Masters 1000 do ano, no qual tentará mostrar que ainda é uma das grandes forças do circuito.

Indian Wells é um dos muitos torneios onde Federer brilhou durante a carreira, como Wimbledon, Cincinatti, Halle e Dubai.

O suíço de 32 anos, campeão em quatro ocasiões (2004, 2005, 2006 e 2012) sobre a quadra dura californiana, espera pôr fim a uma seca de 18 meses em Masters 1000, a categoria de torneios mais importante após os Grand Slams.

Após a conquista em Cincinatti, em agosto de 2012, o 'Rei Roger' perdeu seu domínio sobre o circuito.

Em 2014, porém, Federer parece ter se reencontrado. Oitavo no ranking da ATP e treinado por Stefan Edberg, o suíço chegou às semifinais do Aberto da Austrália e conquistou em Dubai o 78º título na carreira, inclusive passando por Novak Djokovic, tenista número dois do mundo, nas semifinais.

"Quando reencontramos o sucesso, tudo fica mais fácil", disse após conquistar o torneiro de Dubai pela sexta vez.

"Havia muita pressão e respondi bem no momento certo. Acho que não estou longe do meu melhor tênis, estou com vontade. É um bom início de temporada", continuou.

Em Indian Wells, Federer possivelmente enfrentará o amigo alemão Tommy Haas nas oitavas, o compatriota Stanislas Wawrinka nas quartas e Rafael Nadal nas semifinais.

Nadal, número 1 do mundo, também chega confiante ao torneio californiano, onde defende o título. Após a derrota na final do Aberto australiano, no qual sentiu dores nas costas, o espanhol conquistou com facilidade o Rio Open, seu 62º troféu na carreira.

Retorno de Wawrinka

Já Djokovic conquistou duas vezes o torneio na Califórnia (2008 e 2011), mas sua associação com o novo técnico Boris Becker ainda não rendeu os frutos esperados, chegando "apenas" às quartas de final em Melbourne e nas semifinais em Dubai em 2014.

Um mês e meio após a primeira vitória num torneio de Grand Slam, na Austrália, Wawrinka volta ao circuíto depois de ficar de fora dos torneiros de Montpellier e Rotterdã por causa de dores na coxa.

A chave feminina, como de costume, não terá a participação da número 1 do mundo Serena Williams, que boicota o torneio desde um incidente interpretado como racista, em 2001, quando a tenista acreditou ter ouvido xingamentos preconceituosos vindos da torcida, na final.

Em sua ausência, a número 2 do mundo e campeã do primeiro Grand Slam do ano, a chinesa Li Na, é a grande favorita apesar de ter sido eliminada em Doha nas oitavas de final pela modesta Petra Cetkovska.

A atração principal, porém, será, como de costume, Maria Sharapova. A russa, quinta do ranking WTA e atual campeã de Indian Wells, não joga desde fim de janeiro.

Já a saúde da bielorrussa Victoria Azarenka, número 3 do mundo, é uma incógnita em função de uma lesão no pé.