Publicado 04 de Março de 2014 - 11h47

A Arena Amazonas, em Manaus, será oficialmente entregue no próximo domingo

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A Arena Amazonas, em Manaus, será oficialmente entregue no próximo domingo

Em 30 de outubro de 2007, quando o Brasil foi oficialmente designado sede da 20ª Copa do Mundo de futebol, em um evento cheio de pompa e autoridades na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça — a delegação brasileira era chefiada pelo então presidente Lula e pelo então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira —, parecia haver tempo suficiente para preparar a competição, dentro e fora do campo.

 

Quase sete anos se passaram e, a exatos 100 dias de Brasil e Croácia abrirem a competição no estádio Itaquerão, a Arena Corinthians, em São Paulo, o País vive uma corrida contra o tempo. Há muito o que fazer até o início do Mundial.

 

Falta, por exemplo, concluir três dos 12 estádios que receberão partidas — considerando-se que a Arena Amazônia, em Manaus, será inaugurada neste domingo — entre eles o palco de abertura, o Itaquerão. Com o cronograma comprometido por um acidente em novembro passado, que teve como pior consequência duas mortes de operários, vai ser entregue apenas em 15 de abril — ou 15 de maio, como disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no final de semana.

 

 

Os problemas ultrapassam os limites do campo. Em vários aeroportos as intervenções não ficarão prontas até junho. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, inclusive, já se contenta com a entrega de "boa parte" das obras. O mesmo ocorre com a mobilidade urbana, com apenas meia dúzia dos 41 projetos finalizados. Muita coisa deverá ser concluída em cima da hora; mas parte significativa ficará para o pós-Copa. A estrutura de telecomunicações também preocupa.

 

No entanto, há fatores positivos. A Seleção Brasileira mostra-se competitiva, os estádios que já estão em operação são confortáveis, a procura por ingressos é a maior da história das Copas e algumas intervenções de mobilidade — principalmente as relacionadas com o transporte público — trarão ganho efetivo para a população, consideram os especialistas. Mas, na reta final da preparação, ainda há muito trabalho pela frente para que o Brasil, de fato, realize a "Copa das Copas" como vem pregando insistentemente a presidente Dilma Rousseff.

 

Dilma destaca reta final de preparativos para Copa

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terã-feira, em sua conta pessoal no Twitter, que o País está na reta final dos preparativos para a Copa do Mundo. "Hoje é uma data muito especial para todos os brasileiros. Faltam 100 dias para a Copa e o País está na reta final dos preparativos para a grande festa", afirmou a presidente, que destacou a iluminação das cidades-sede em verde e amarelo para comemorar os 100 dias para o início dos jogos. Dilma também disse que os brasileiros estão prontos para mostrar que sabem receber bem os turistas e contribuir para que esta seja a "Copa das Copas".

A presidente aproveitou a série de postagens para criticar o racismo no futebol, movimento desencadeado após um episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, em uma partida disputada no Peru pela Copa Libertadores da América. "A Copa das Copas se tornou mais que um torneio de futebol. Ela é a copa pela paz e a copa contra o racismo", completou.

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