Publicado 01 de Março de 2014 - 18h48

Por Da redação


Dois blocos de Carnaval agitaram o Cambuí e Barão Geraldo na tarde deste sábado (1º). No Centro de Convivência, o Tomá na Banda esperava reunir mais de cinco mil pessoas. Após o esquenta num palco instalado ao lado do teatro,  os foliões percorreram as ruas das imediações da praça ao som das marchinhas carnavalescas tocadas por 20 músicos do grupo.

Prestes a completar 30 anos em 2015, este ano a banda escolheu o mensalão como tema para animar seus fiéis adeptos, alguns deles frequentadores da folia de rua desde que ela foi criada por seu presidente, Camilo Chagas.

Um dos primeiros a chegar foi o bloco das beijoqueiras formado por três cabeleireiros e um cozinheiro que há cinco anos não perdem uma edição da banda. Seus integrantes mudam a fantasia a cada ano mas não deixam de usar sua marca registrada: a máscara de beijoqueira.

Neste sábado, as mães foram as homenageadas. Os quatro vestiam apenas um roupão de banho, chinelos e bobes nas perucas coloridas.

Outro folião fiel ao evento carnavalesco desde que foi criado é o jornaleiro Marcos Roberto Mina.

"Desde que a Tomá na Banda apareceu eu venho todo ano. Sou fanático por Carnaval", confessa. Este ano, seu traje carnavalesco que levava uma camiseta estampada com uma charge do ministro Joaquim Barbosa jogando fora uma pizza coincidiu com o tema da banda.  

O aposentado Roberto Ribeiro formava dupla com o jornaleiro ao estampar na camiseta a palavra eleitor. "É uma mensagem para a turma prestar atenção nas eleições deste ano", afirmou.

Também aposentado, Pedro Tauil Filho, de 73 anos, é outro apaixonado por blocos de rua e não perde uma folia da Tomá na Banda há três anos. Com uma túnica africana estampada e adereços na cabeça que remetem ao afro-reggae, ele sequer sabia definir seu traje.

 

"Estou no meu terceiro ano na Tomá na Banda, nunca repito a fantasia e sempre trago uma mensagem impressa que distribuo aos foliões. Neste ano ele zombou do prêmio de R$ 111 milhões cujo vencedor é um felizardo de Santa Bárbara d'Oeste e concluiu sua

mensagem com a frase: "Felicidade não se compra, você é feliz e fim de

conversa".

Barão Geraldo

No distrito de Barão Geraldo, a folia promovida pelo bloco As Caixeirosas foi em clima familiar. Bebês de colo, em carrinhos e crianças pequenas, a maioria fantasiada, aguardavam com ansiedade o início do desfile pelo entorno da Praça do Coco.

A presidente Cristina Bueno, organizadora do grupo fundado há oito anos, esperava mais de mil foliões. "No ano passado tivemos mil pessoas e neste ano esperamos mais", disse.

Ela ressalta o caráter familiar do bloco que prima por manter a tradição das marchinhas

carnavalescas com forte presença da percussão de caixas do divino, um instrumento típico do folclore do Norte e Nordeste do País, tocado somente por mulheres em trajes coloridos e alegres.

Há sete anos no Brasil, o economista alemão Robert Stiefvater levou a mulher e as duas filhas pela primeira vez ao Carnaval de rua de Barão Geraldo. Morador de Sousas, ele foi até o distrito para que suas filhas tivessem o primeiro contato com a festa popular brasileira.

"Eu trouxe para que elas se divirtam com a folia e conheçam um pouco do Carnaval brasileiro", afirmou.

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