Publicado 03 de Março de 2014 - 10h31

Por Bruno Bacchetti

Uma das mudanças realizadas na cidade é a implantação de câmeras nos ônibus

César Rodrigues/AAN

Uma das mudanças realizadas na cidade é a implantação de câmeras nos ônibus

<COAZUL_DIARIO>NOVO SISTEMA barateia passagem e é visto como opção para tornar serviço público mais atraente para

o usuário

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[CREDTEXTO_1L]Bruno Bacchetti

[/CREDTEXTO_1L][PROCEDENCIA]DA AGÊNCIA ANHANGUERA[/PROCEDENCIA]

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A Prefeitura de Hortolândia reformulou o serviço de transporte público do município e adotou medidas para baratear a tarifa e ampliar a segurança dos usuários. Lançado no último dia 14, o programa Transporte Social aumenta o número de veículos e linhas, prevê o monitoramento dos veículos por câmeras, instalação de GPS em toda a frota municipal e a construção de novos abrigos de ônibus com cobertura e rampa. O destaque do programa, no entanto, é o subsídio parcial da passagem. O usuário que aderir ao cartão Transporte Social pagará tarifa de R$ 2, e estudantes somente R$ 1. O valor normal da passagem é de R$ 3, e a diferença será bancada pela Prefeitura, que estima desembolsar R$ 4 milhões por ano. Cerca de 10 mil pessoas utilizam ônibus urbanos diariamente, sendo 5,5 mil no perímetro urbano.

As mudanças constam no contrato com a Viação Lira, concessionária que venceu a licitação para operar o transporte urbano de Hortolândia. A adesão ao programa começou no último dia 10, e segundo a Prefeitura, 550 pessoas fizeram o cadastramento até a última terça-feira, equivalente a 10% dos usuários do perímetro urbano.

Para Diógenes Costa, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em Mobilidade Urbana, o subsídio na tarifa e as demais mudanças promovidas em Hortolândia são medidas positivas e servem para estimular o uso do transporte público. Ele lembra, no entanto, que o desconto sai do bolso do contribuinte.

“O subsídio é uma saída interessante, mas de graça não sai. Na verdade pode ser interessante do ponto de vista da mobilidade, para conseguir atrair mais usuários. O transporte público tem que ser estimulado, porque reduz a poluição, reduz o número de acidentes e preserva o meio-ambiente”, avalia Costa.

Segundo o especialista, o subsídio no transporte público pode ser adotado em outras cidades e até mesmo em Campinas, que possui milhares de usuários de transporte público diários. Porém, o especialista alerta que é necessário avaliar o impacto financeiro da medida. “Precisa fazer um estudo de custo-benefício. Mas não adianta fazer tarifa baixa se o serviço não for de qualidade. O transporte tem que ser viável do ponto de vista econômico da população, porque senão gera desinteresse e o usuário passa a usar o transporte individual. Para a população trocar o carro pelo ônibus tem que ter vantagens”, salienta Costa.

Desde que o programa entrou em vigor, seis novos ônibus foram entregues ampliando a frota de 33 para 39 veículos. As quatro novas linhas com o acréscimo de 20 itinerários começaram a circular no último dia 15, e com a criação das novas linhas, cinco itinerários antigos sofreram alterações. Os veículos que circulavam nas linhas atendidas pelos novos trajetos terão uma redução no percurso de, em média, 15 minutos. Dos 50 novos abrigos previstos na concessão, a Viação Lira já instalou 13, e o restante será instalado gradativamente.

“A população ganha em todos os casos: tanto quem mora nos bairros onde os veículos novos vão circular quanto quem mora nas regiões já servidas pelo transporte coletivo terão uma redução considerável no tempo de viagem. Isso facilita o acesso a todas as regiões da cidade e garante comodidade ao usuário do transporte”, destaca o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana, Sidney Fraga Alves.

[INTERTITULO]Big Brother

[/INTERTITULO]Além dos novos veículos e itinerários, câmeras de monitoramento foram instaladas em todos os ônibus. São três por veículo, sendo uma câmera em cada porta e outra na parte frontal do carro. O equipamento GPS já funciona em 33 dos 39 carros, e segundo a Prefeitura o restante será implantado nos próximos dias. “As câmeras proporcionam maior segurança e o GPS é um meio de fiscalização que o gestor tem para controlar o cumprimento do itinerário”, afirma Diógenes Costa.

Para obter o subsídio, o usuário tem que se cadastrar no programa em um dos pontos espalhados pela cidade. Cinco dias após fazer a adesão, o usuário recebe o cartão e carrega os créditos para pagamento da passagem. A recarga pode ser feita no guichê da Viação Lira, e sempre que os créditos do cartão terminar, podem ser carregados em pontos estratégicos, como supermercados e comércios parceiros.

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Hortolândia aumenta subsídio no transporte

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Bruno Bacchetti