Publicado 02 de Março de 2014 - 5h00

O PT em Campinas tenta aos poucos recuperar sua força e resgatar o trabalho feito nas bases com a militância e a comunidade. Desde que o médico Casemiro Reis assumiu o comando da legenda, foram reativados 13 núcleos de debates. Um deles é o do Campo Grande, no qual o partido discute com a população, entre outros temas, o plebiscito que ocorrerá em outubro, junto com a eleição presidencial para definir que a região e a do Ouro Verde serão transformadas em distritos.

 

 

Fortalecimento

Até junho, o PT quer reativar 30 núcleos. Nesse trabalho, o partido também está de olho na formação de novas lideranças, já que nos últimos anos a sigla não manteve laços estreitos com a juventude. O trabalho de resgate vem sendo feito com os movimentos sociais e sindicais. O PT também inscreveu uma chapa

para a disputa à presidência do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

 

A ideia

 

Para tentar chegar ao poder novamente em Campinas, apesar do bom desempenho do economista Marcio Pochmann (PT) na última eleição municipal, os petistas querem voltar a velha fórmula de aproximação com as comunidades. Resta saber se esses laços serão mantidos caso consigam a vitória nas urnas no futuro.

 

Luz vermelha

 

O PT não só conseguiu abocanhar a presidência do Conselho de Saúde como também tem maioria entre os conselheiros. Como a Saúde é um dos pontos mais sensíveis da Administração, a eleição de Paulo Mariante para comandar o órgão acendeu a luz vermelha no Executivo. O secretário de Relações Institucionais, Wanderley Almeida, o Wandão, disse que não fará juizo de valor à respeito da eleição, mas que respeita os opositores, desde que a oposição aponte os problemas que a Administração não enxerga.

Preocupa?

 

Sobre o conselho, Wandão afirmou que espera críticas relacionadas à Saúde. “Não adianta querer deliberar dentro desse conselho problemas no Transporte, por exemplo”, afirmou o secretário.

O queridinho

 

Os incômodos sobre o apoio que o prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB) tem dado ao seu sobrinho, o vereador Luiz Lauro Filho (PSB) continua a trazer desconforto. Luiz Lauro será o candidato a deputado federal do PSB. Outros candidatos aliados querem o mesmo espaço.

Assessores

 

O comentário no Palácio dos Jequitíbás é que os assessores do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB) também não estão felizes com a vitrine montada para Luiz Lauro. Carlão vai concorrer à reeleição.

Dinastia

 

A estratégia do PSB para conseguir colocar o foco apenas em Lauro Filho é a de lançar candidatos sem grande expressividade para deputado estadual, centrar esforços em Luiz Lauro, e buscar estaduais de peso para dobradinhas. 

 

Sem substituição

Os peessebistas não querem nem pensar na possibilidade de o governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), sair da cabeça da chapa e abrir espaço para que a ex-senadora Marina Silva (PSB) concorra à Presidência da República. Os integrantes do PSB garantem que Campos é quem vai disputar a vaga apesar de Marina aparecer nas pesquisas com mais votos que ele. O partido acredita que ela na função de vice vai conseguir repassar boa parte dos votos para o mandatário da legenda.