Publicado 28 de Fevereiro de 2014 - 20h11

Por Agência Estado

Andrés Sanchez disse que vai 'quebrar' o sistema da CBF

Cedoc/RAC

Andrés Sanchez disse que vai 'quebrar' o sistema da CBF

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, deu mais uma polêmica entrevista e revelou seus planos para os próximos quatro anos. E eles não são nada modestos. O principal deles é voltar à presidência do clube para, segundo ele, "quebrar a CBF." "Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui a quatro anos. Gobbi sai no fim do ano, entra outro e depois venho eu", afirmou Andrés ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung (NZZ).

À reportagem, a assessoria de imprensa do dirigente afirmou que as declarações dadas ao jornal suíço são todas verdadeiras, embora a expressão "quebrar" tenha sido utilizada de forma pejorativa. Andrés sofreu resistência para lançar a própria candidatura da CBF e decidiu apoiar Francisco Novelletto, presidente da federação gaúcha. Mas até mesmo a candidatura de Novelletto corre risco e Marco Polo Del Nero tem chance de ser candidato único.

"Se eu entrasse hoje na CBF, faria composição para federações e clubes trabalharem juntos, mas não quiseram. Então vai ser na marra! Os clubes vão se revoltar, serão independentes e criarão uma liga", apostou o dirigente.

Na entrevista, Andrés se vangloria de ter "quebrado o Clube dos 13" e de sua passagem pelo Corinthians como presidente. O dirigente bate no peito e afirma que existe o "Corinthians antes e depois dele." "Sob meu comando, o Corinthians não ganhou só títulos, mas também projeção mundial. Saiu de 2008, de um faturamento de US$ 22 milhões (R$ 50,3 milhões) para um de US$ 152 milhões (R$ 348 milhões)", disse. "Tem o Corinthians antes de mim e depois de mim. Tem o Corinthians antes do Ronaldo e depois do Ronaldo. E depois tem o Corinthians antes do estádio e depois do estádio."

Andrés Sanchez ainda afirmou que é ele que manda no estádio corintiano, em Itaquera, e criticou a administração do atual presidente Mário Gobbi, a quem chamou de "conservador".

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