Publicado 28 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Rádio Muda 1

Pedro Alberto F. de B. Oberg

Empresário, Campinas

Continuam os abusos por parte de alguns alunos folgados da Unicamp. Agora reabriram uma rádio clandestina, lacrada pela Anatel por lei, alegando que a rádio livre é muito importante. A lei existe e deve ser cumprida. Eles não aceitam nada, atacam repórteres e jornalistas tomando seus equipamentos de trabalho. Um absurdo, e a Unicamp também se omite, nunca faz nada, sempre diz que vai investigar. Ela é omissa ou conivente? E esses ditos alunos, não têm aulas? Não tem trabalho? Não fazem nada e ainda querem reivindicar coisas erradas e ilegais. Para eles só a lei, mais nada, e a Unicamp, que tenha mais zelo e responsabilidades dentro de suas áreas ou precisarão acontecer mais mortes para ela tomar uma atitude digna de sua grandeza?

Rádio Muda 2

Pedro Tauil Filho

Professor e administrador, Campinas

É fato comprovado que rádios piratas oferecem iminentes perigos ao tráfego aéreo. A imprensa falada, principalmente, coloca chamadas diárias para que a população ligue para a Anatel ou outro órgão responsável, denunciando a pirataria. Essas rádios são lacradas imediatamente. Além disso, os responsáveis são processados pelos seus atos. Li que alunos querem liberdade para que possam expressar suas opiniões livremente, como se no nosso País a livre expressão fosse proibida. Sugiro a esses alunos que levem a coisa mais a sério, e via Anatel, partam para uma rádio oficialmente constituída. Logicamente, em prédio alugado e não invadido como é o caso. A meu ver, fora disso é pura indisciplina, digo melhor, baderna. (...)

Mais Médicos

Mara Montezuma Assaf

Professora aposentada, São Paulo

Se o programa Mais Médicos foi concebido para ser o carro-chefe da campanha do ex-ministro da Saúde e agora postulante ao cargo de governador de São Paulo, Alexandre Padilha, é porque o PT o considerava o máximo da perfeição. Porém, acontece que os cubanos que aqui chegaram puderam comparar os seus ganhos com os de médicos de outras nacionalidades e, surpreendendo a todos os petistas, pularam fora, criando um grande constrangimento para o governo. Agora o prefeito Haddad está tentando tapar o sol com a peneira ao enviar um projeto de lei à Câmara Municipal estipulando um pagamento fixo para os médicos contratados pelo Ministério da Saúde, um complemento salarial de R$ 3.230,00. Então é assim, remendando um projeto que já nasceu roto que eles pensam em nos enganar?

Cinema

Rui Tomás Barbosa

Jornalista, Campinas

Habitualmente tenho usado este espaço para criticar sobre o que acho errado, imoral ou coisa parecida. Porém, se eu for enumerar tudo de errado que vem acontecendo no Brasil, vou precisar de várias páginas deste conceituado jornal, o que não é o caso. Hoje quero falar de um assunto interessante que é a famosa indústria cinematográfica ou a Sétima Arte. Foi-se o tempo em que eramos brindados com excelentes filmes de musicais, humor e arte. O que se vê nas telas nos dias de hoje são filmes violentos e na sua maioria fazendo apologia às drogas e sexo. Foi-se o tempo também em que o verdadeiro artista podia mostrar seu talento e não se tornar um mero figurante dos efeitos especiais computadorizados, o que tem sido ultimamente uma constante por produtores de Hollywood e de outros lugares.

Petrobras

Izabel Avallone

Aposentada, São Paulo

A Bacia de Campos, que responde a 80% da produção de petróleo do País, já preocupa a Petrobras com a perda de produtividade, que segundo especialistas na área é por falta de investimento em novos poços. A metade da produção da Petrobras é água. Há 11 anos a estatal não cumpre suas metas de produção. Interessante notar que é o mesmo tempo que o governo está nas mãos do PT. Seria coincidência ou prova da ineficiência? É preciso ressuscitar a foto de Lula abraçado a Eike Batista e assim repetir o gesto para dar credibilidade àqueles que acreditaram nas promessas do pré-sal. A resposta da Petrobras é que o volume de água produzido resulta do processo padrão, ou seja, está tudo sob controle, é a Petrobras fazendo água.

Calçadas

Ramos Elias

Engenheiro aposentado, Campinas

Os pedestres em Campinas, segunda maior cidade do Interior do Estado mais desenvolvido do País, não podem caminhar tranquilamente em calçadas, salvo em raros locais. Além dos buracos e das pedras soltas, há capim, entulhos e até plantas com espinhos, sem falar de ramos de árvores carentes de poda de formação, obrigando as pessoas a se curvarem para passar, ou usar o leito carroçável, disputando espaço com os veículos. (…) A atual Administração municipal tem demonstrado ser sensível aos anseios da população, mas só no quesito em questão, não está merecendo a menor atenção. (…) Uma árvore gigante existente no Guanabara, soltando frutos que pesam quase dois quilos, deveria ser eleita a aberração do ano. Com a palavra, quem de direito.

Favelas

Luis Carlos Teixeira da Silva

Administrador de empresa, Campinas

É com incrível desfaçatez que uma emissora de televisão divulgou em seu programa dominical do último final de semana o resultado de uma pesquisa que aponta que os mais de 11 milhões de brasileiros que moram em favelas brasileiras são felizes. Ora, srs., como não haveriam de ser felizes já que se beneficiam de um sistema que não lhes cobra nada, pois dispõem de água, luz, IPTU e TV a cabo, pelo sistema por eles batizados como “gato” (que as próprias concessionárias afirmam que repassam esses custos aos consumidores regulares). Isso explica a esmagadora preferência dessas pessoas em continuar na favela.

Tolerância Zero

Wedson Prado

Aposentado,Valinhos

A superlotação nos presídios e a violência policial no Brasil foram criticadas no dia 21/1 deste ano pela mais importante organização não governamental de Direitos Humanos. De acordo com o relatório da Human Rights Watch, a população carcerária no Brasil cresceu quase 30% nos últimos cinco anos. Hoje, são mais de 500 mil presos. Número que, segundo a ONG, supera em 43% a capacidade do sistema prisional do País. Com os dados acima, nada mais correto nossos governadores implantarem com a maior urgência um programa similar ao adotado em Nova York nomeado de “Tolerância Zero”, adotado pelo ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani. Acredito que no mínimo daríamos um susto na bandidagem e os governantes teriam mais tempo para adotar medidas de longo prazo que possam dar mais tranquilidade ao povo trabalhador.