Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Isabella Cristina Salgado, historiadora, coluna Carta do Leitor

Arquivo pessoal

Isabella Cristina Salgado, historiadora, coluna Carta do Leitor

Isabela Cristina Salgado

Historiadora, Campinas

Estive em Cuba em 1987. Residia no México e decidi visitar a ilha. Como historiadora e estando tão próxima, queria ver a “Revolução” de perto. Desde a chegada até o último dia da viagem, que durou sete dias, fomos totalmente conduzidos e vigiados. Os carros russos antigos pareciam ter saído do túnel do tempo. Conheci uma família muito humilde, que dava graças a Fidel por suas novas conquistas. No entanto, me chamou a atenção o fato de rejeitarem qualquer informação sobre o nosso País. Quando quis falar sobre o Brasil, ouvi: “Nada que diga respeito a vocês nos interessa!”. Fiquei indignada, mas hoje entendo. Um país que reprime seus cidadãos e os obriga a viver num regime tão tacanho, uma ditadura mesmo, só pode produzir pessoas com mentes tão pequenas, incapazes de dialogar e enxergar o próximo. E hoje, estamos nós tirando dinheiro dos nossos projetos para enviar a Cuba, nesse equivocado foco de prioridades do governo federal.