Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Internet

Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico, Lorena

Até Moacyr Castro caiu no conto dos boatos da internet ao reviver uma suposta resposta de vestibulanda à interpretação dos versos de Camões (O problema de Camões, caderno Cidades, 16/2). Essa história permeia o mundo virtual desde pelo menos 2005, ainda nos tempos do Orkut. A garota, que ora tem 16, ora 17, ou mesmo 19 anos, seria candidata a uma “universidade da Bahia” (em versões mais modernas aparece USP), mas há relatos de se tratar de uma jovem portuguesa, em resposta a exercício do equivalente Ensino Médio. Há uma autoria, com certeza, dessa interpretação carnal, mas ela foi ignorada, esquecida ou, o que é muito comum, não registrada, apenas pelo deleite de quem semeia o boato virtual para ver até onde ele vai. E já está completando quase uma década! De qualquer forma, ao que parece, foi o primeiro registro em jornal impresso dessa viagem interpretativa.

Manuel Carlos

João Jannini

Arquiteto, Campinas

Excelente a forma como Manuel Carlos aborda a situação de apatia na qual nos encontramos (leia Nariz de Palhaço). Realmente, estamos adormecidos e nenhum dos tantos maus-tratos a que somos submetidos nos tiram desse estado de torpor. Este ano vamos às urnas novamente e fica a esperança de que desta vez algo vai acontecer, o povo vai acordar e votar conscientemente (será?), vai votar em candidatos comprometidos com o povo, com a cidade, o País, e não em candidatos que só querem lucrar e tirar o máximo de proveito do “cargo” conseguido. Acorda povo!

Mais Médicos

Maria Cecília Pestana

Médica, Campinas

Pode o governo se dizer contra o preconceito financiar a escravidão? Se realmente fosse investido na saúde, com financiamento de hospitais, UPA’s, postos de saúde, medicamentos que nunca faltassem, acesso a exames, diagnósticos em tempo hábil e plano de carreira para os profissionais da saúde, muitos trabalhadores optariam em atuar na saúde pública ao invés da iniciativa privada. Afinal, todos querem trabalhar em locais onde existam recursos para exercer sua função com o mínimo de dignidade e qualidade. Está aí o Programa Mais Médicos mostrando a sua cara: “Programa Maldoso”, engana o povo e não se importa de fato com a saúde da população, já que não é feito um real investimento na saúde.

Casa Brasil

Marco Aurélio M. P. Silva

Servidor aposentado, Campinas

O exercício da tolerância, vital para a vida em sociedade, está se esvaindo, e a paciência tocando no teto da Casa Brasil. As regras para a convivência social se esfacelam. As convenções sociais se evaporam. Historicamente, sabemos onde as classes média e alta tradicionais, quando se sentem acuadas, com medo e ameaçadas, vão se refugiar. Em quais portas vão bater. O Brasil já passou por isso há 50 anos. Paira no ar um “dèjá vu”, com condições objetivas criadas a todo instante. Essa turma do “quanto pior, melhor!” não sabe o que é cutucar a onça com a vara da inconsequência. O roteiro final desse drama tropical é conhecido e previsível. Pobre “Casa Brasil!”

Judiciário

Aderbal Bacchi Bergo

Magistrado aposentado, Campinas

Leio na edição de 15/2, sob o título “Judiciário”, de autoria do advogado Armando Bergo Neto, que a comarca de Campinas foi mais uma vez preterida quando da última decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo a respeito de quantas e onde seriam instaladas novas Varas. Fui juiz de Direito em Campinas em 1979/1980, época em que acontecia idêntica penalização aos jurisdicionados de Campinas. Acontecia que enquanto a cidade necessitava de quantidade muito maior de Varas do que a comarca de Ribeirão Preto, por exemplo, esta “recebia” muitas a mais do que Campinas. (…) Tenho para mim que (…) a OAB/Campinas deve liderar a população para a luta, a mais justa que se possa imaginar, propondo as ações cabíveis para que a quantidade de juízes seja proporcional ao volume de processos em andamento. Se outros critérios são adotados, que sejam imediatamente revogados. O que não é admissível é continuarmos chorando o leite derramado, pura e simplesmente. Que a OAB local honre suas tradições de luta pelos direitos da cidadania.

Aposentados

Francisco Paulo Cavalcante

Produtor cultural, Campinas

Aposentados, que em sua maioria eram descartados do mercado de trabalho, hoje são vistos como capacitados, produtivos etc. Esses tiram de letra atividades a eles atribuídas. Aliás, podemos ter convicção de que esses experientes profissionais a curto e longo prazo serão a saída para amenizar o gargalo do setor de serviços e produção, e que, antes desprezados por décadas, serviam apenas para cuidar dos netos. Parabenizo a rede de supermercados que encontrou profissionais dentro da igreja, como noticiou o Correio de 17/2, o elo perdido entre os vovôs e a falta de capacitação dos ativos que tanto têm atormentado a vida do empregador. Enfim, gostaria de saber de onde saiu essa ideia de (...) que os cinquentões e sessentões eram incapazes de produzir. A rapaziada que está chegando para o mercado de trabalho que se cuide porque os vovôs estão a todo vapor e com muita vontade de pegar no batente.

Pichação

Augusto Ferreira

Aposentado, Santos

Sr. Danilo Costa, concordo com o seu comentário. Aqui em Santos (SP), o monumento da Praça da Independência, no Gonzaga, amanheceu todo pichado. A polícia “achou” e chamou os responsáveis pelo vandalismo e o monumento foi restaurado (limpo) pelos mesmos. Até hoje não me consta que o mesmo voltou a sofrer danos. Leis existem, mas não são aplicadas devidamente, lamentavelmente.

Greve

Marco César Cerveira

Funcionário público, Campinas

Dou meu total apoio aos grevistas para reivindicarem seus direitos (Etecs e Fatecs), os salários são baixos e precisam realmente de um plano de carreira. Acho um desrespeito com pais e alunos, os manifestantes fazerem reuniões diárias pela manhã e à tarde para resolver se vão ou não fazer greve naquele dia. Eles devem assumir se estão ou não de greve, fazer os alunos irem até a escola e chegando lá, dizer que não haverá aula, é um abuso.