Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h30

Liquidificadores, secadores de cabelo e aspiradores de pó vão receber um novo selo para alertar consumidores a respeito do nível de ruído emitido pelos aparelhos. A identificação, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), indica o barulho emitido pelos equipamentos numa escala de 1 a 5. Tanto os eletrodomésticos fabricados no Brasil quanto os importados vão precisar seguir a nova medida, que tem como objetivo diminuir a barulheira e estimular a produção de aparelhos mais silenciosos sem perder a potência e a qualidade.

O novo selo é colorido e classifica os decibéis, sendo 1 o mais silencioso e 5 o menos silencioso, de uma forma mais simples do que a utilizada atualmente. Assim, o consumidor vai conseguir identificar os barulhentos e poder escolher os aparelhos mais silenciosos. Até agora, o selo utilizado pelo Inmetro apontava os decibéis do som proveniente do eletrodoméstico — entretanto a maioria das pessoas não sabe identificar, na hora da compra, o quanto aquilo representa.

Segundo o instituto, os aparelhos disponíveis no mercado estão dentro dos níveis aceitáveis de barulho e não fazem mal à saúde, mas a nova medida visa trazer mais conforto. A empresa que descumprir a regra será punida por meio de multa e apreensão da mercadoria. Os importados sem o selo serão impedidos de entrar no País. O estoque antigo poderá ser vendido até agosto de 2016.

O hairstylist Errera Ferreira, de 31 anos, trabalha cerca de dez horas por dia e passa todo o tempo escutando o som do secador. A barulheira já prejudicou 15 % da audição de um dos ouvidos. “O barulho incomoda ainda mais quando uso os aparelhos mais potentes”, afirma Ferreira. O comerciante Osmar Gouveia, de 58 anos, trabalha há 30 anos com sucos no Centro de Campinas. Ele conta que até já tentou desenvolver uma caixa, com espuma por dentro, para encaixar os liquidificadores e tentar abafar a barulheira, mas não adiantou. “Passo nove horas por dia aqui e o som incomoda mesmo. Por sorte, não tenho nenhum problema de audição”, conta Gouveia.