Publicado 22 de Fevereiro de 2014 - 5h30

Usuários do Centro de Saúde do Jardim Ipaussurama, em Campinas, sofrem com a escassez de profissionais, de medicamentos e de equipamentos, segundo o Conselho Local de Saúde. Atualmente, apenas um clínico geral é responsável pelo atendimento no local — que fica em uma região de aproximadamente 15 mil pessoas. As consultas demoram até três meses para serem marcadas, segundo os pacientes. O serviço está sem psicólogos, terapeutas ocupacionais e o único psiquiatra está em licença. Faltam técnicos de enfermagem, medicamentos e, entre os 23 aparelhos de medir pressão, três funcionam. Um protesto deve ser feito na terça-feira.

Além dos moradores do Ipaussurama, a unidade é responsável pelo atendimento da população de pelo menos dez bairros do entorno, entre eles o São José, São Judas Tadeu, Jardim Marialva e parte do Parque Residencial Vila União. “Precisaríamos de no mínimo mais três clínicos, um psiquiatra, um pediatra, um psicólogo, um terapeuta ocupacional, cinco técnicos de enfermagem, enfermeiro e técnicos de farmácia”, disse o presidente do conselho, Pedro Aparecido Egídio. “A gente leva de dois a três meses para marcar consulta, ou então na sorte consegue um encaixe”, criticou a comerciante Lurdes Maria de Jesus. A dona de casa Ercília Venâncio diz que há dois anos não passa pelo médico por dificuldade em marcar consulta. “Só agora, conseguiram encaixe.”

“A autoclave não está funcionando e o material está sendo esterilizado em outra unidade de saúde, no CS Integração”, reclamou Egídio. A lista de medicamentos em falta soma oito itens, entre eles omeprazol e sinvastatina. “De uns cinco meses para cá a situação está ficando cada vez pior”, disse o voluntário do conselho Joaquim Borges de Figueiredo, de 63 anos.

A Secretaria de Saúde informou que um concurso para contratar médicos será aberto até o fim deste semestre. Psicólogos e terapeutas serão convocados de concursos anteriores. Sobre os aparelhos de pressão, a pasta afirmou que os equipamentos já foram comprados e uma empresa foi contratada para consertar a autoclave. Em relação aos medicamentos, a secretaria diz que dos 314 itens que distribui, cinco estão em falta por dificuldades em encontrar empresas que queiram participar do pregão. Alguns remédios têm previsão para serem repostos em março. A empresa que distribui omeprazol não estaria respeitando os prazos e está sendo penalizada. Uma nova licitação foi aberta.