Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 5h30

Cerca de cem professores e alunos das Escolas Técnicas (Etecs) Bento Quirino e Conselheiro Antônio Prado (Etecap), de Campinas, se uniram na manhã de ontem em um protesto no Largo do Rosário para reivindicar a aprovação de um novo plano de carreira para docentes e funcionários da instituição. Munidos de faixas e cartazes, eles pediram também a ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias, vale transporte, plano de saúde e vale alimentação. Os professores estão em greve desde segunda-feira e quase 3 mil estudantes das unidades campineiras estão sem aula. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza, não há previsão de retorno. A intenção da paralisação é pressionar o governo estadual para mandar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que cria um plano de carreira a professores da instituição com contrato em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com os grevistas, o plano foi formatado com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2011, mas não foi enviado aos deputados. Hoje, apenas professores estatutários têm progressão salarial de acordo com tempo de casa. A proposta garante ainda ganhos de acordo com a titulação acadêmica de cada docente. “Acho que a valorização repercute nas escolas e nos alunos. Hoje, um professor com mestrado em início de carreira ganha o mesmo que aquele sem nenhuma especialização”, explicou a professora de história Emilene Ceará Barbosa. O sindicato informou que 82 unidades de Etecs e Fatecs estão em estado de greve no Estado. O Centro Paula Souza informou que, na segunda, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Rodrigo Garcia, recebeu uma comissão do sindicato para conversar sobre o andamento do anteprojeto do Plano de Carreira e Empregos Públicos do Centro Paula Souza. Ainda segundo o texto, ficou decidido que o projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa no próximo dia 28. (CP/AAN)