Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 5h30

José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão, já angariou mais de meio milhão de reais para pagar multa a ele aplicada pelo STF, em menos de quatro dias de campanha virtual. Por que José Dirceu, mais um dos quatrocentos mil presidiários do País pode ter acesso a um sistema que lhe permite se conectar com o mundo fora das grades quando tal acesso é negado aos demais? Escárnio.

É certo que essa iniciativa veio de fora das cadeias e ele consentiu com tal descalabro republicano. Afinal, a sentença a ele imputada pelo pleno do STF tem de ser cumprida por ele mesmo, inclusive a multa de cerca de novecentos mil reais, como bem está escrito na lei penal. Mas o Brasil é uma jabuticaba e os nossos bandidos sempre se acharam acima da lei. Principalmente os bandidos políticos, é claro.

Henrique Pizzolato fugiu do país com documentos que falsificou de um irmão morto e dane-se a memória do mano perante seus amigos e parentes, seus netos, sei lá, ou mesmo aos seus pais que, pelo visto, devem estar sofrendo as culpas de um filho bandido. O Brasil quer Henrique Pizzolato de volta para cumprir aqui a sua pena e a Itália estuda possibilidade de extraditá-lo, visto que, antes, precisa julgá-lo pelos crimes praticados naquele país. Anos atrás, nos tempos do Lulatário, o terrorista Cesare Batisti — que matou quatro inocentes italianos em atentados terroristas — se refugiou no Brasil e o então presidente Lula da Silva decidiu mantê-lo no País, acreditando que o terrorista estaria sendo vítima de uma perseguição política na Itália, como se tal país fosse uma ditadura cubana (à qual ele secretamente emprestou cerca de 800 milhões de reais). A situação se inverteu e o Brasil agora quer Henrique Pizzolato de volta. Jogo de cena. O governo petista quer mais é que Pizzolato fique por lá, de boca fechada, para não comprometer a já surrada imagem petista nas próximas eleições presidenciais.

Dilma Rousseff tem a faca, o queijo e o apetite para faturar a sua reeleição. Ela tem a máquina pública e a maioria submissa do Congresso Nacional para fazer as suas vontades. Somos o segundo país do planeta com a mais alta taxa de juros e uma inflação que vem estourando a meta do Banco Central a cada mês, e mesmo assim a oposição fica discutindo o sexo das borboletas e a sua importância para a vida de 190 milhões de brasileiros.

Desde 1988, ano da promulgação da nossa Constituição, que o PT se negou a assinar, esperamos a regulamentação da lei anti-terrorista. Agora, com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, o assunto volta à baila e o que o PT pretende é livrar a cara dos ditos movimentos sociais que, segundo afirma, não podem ser enquadrados na lei anti-terrorista porque têm direito à livre manifestação. Assim, o Movimento dos Sem-Terra e assemelhados, os black blocs bandidos da vida, e os demais violentos movimentos sociais patrocinados pelo petismo ficariam inimputáveis, assim como acontece com o Lulatário Inácio da Silva, o Malucão do Patropi, que nada mais sempre foi o principal beneficiário do crime do mensalão.

Por mim, a Itália nos faria um favor devolvendo Henrique Pizzolato para ser fotografado entrando algemado na Papuda e, com isso, colocando água na cerveja da próxima eleição presidencial do PT. De preferência uns quinze dias antes da eleição. E, de quebra, com uma nova receita: a pizza do Pizzolato, de massa indignada e borda recheada de dinheiro público.

Bom dia.