Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h30

Nas duas vitórias dos visitantes, por 2 a 0, do Barcelona sobre o Manchester City e do Bayern sobre o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa, os times ingleses, em lances parecidos, tiveram um pênalti marcado contra e um jogador expulso.

A regra é severa ao punir duas vezes. Decide e atrapalha a partida. Além disso, a falta a favor do Barcelona foi fora da área. Se o pênalti é a penalidade máxima, não precisaria da expulsão. Bastaria um cartão amarelo.

Xavi e Iniesta voltaram a jogar muito bem nesta e nas últimas partidas. A seleção da Espanha, com os dois em forma, com um forte conjunto, com vários outros jogadores melhores que os de 2010, é uma das fortes candidatas ao título mundial.

Xabi Alonso fez falta na Copa das Confederações. Errei, mais de uma vez, ao criticar o técnico espanhol por quebrar a estrutura do meio-campo do Barcelona, ao colocar Xabi Alonso. Com ele, a seleção fica mais forte na marcação, sem perder a brilhante troca de passes do Barça.

Existe, no Brasil e em todo o mundo, a turma que, há muito tempo, não pode ver um momento ruim da seleção da Espanha e do Barcelona para afirmar a decadência dos dois times.

Para eles, os muitos baixinhos do Barcelona e a excessiva troca curta de passes do time catalão e da seleção são incompatíveis com o futebol moderno, de velocidade, e de muitos gols nas jogadas aéreas.

É evidente que o Barcelona seria melhor se tivesse outros jogadores altos, além de Busquets e Piqué, desde que não perdesse o estilo e a qualidade individual. Daí, justificar a convocação de Alan Kardec, porque ele é alto e bom nas jogadas aéreas, é pensar por baixo. Alan Kardec é ótimo para o nível do Palmeiras, mas não entendo falarem tanto dele na seleção, mesmo sem ter um bom reserva para Fred.

Barcelona e Bayern deram uma aula, no meio de semana, sobre como trocar passes. Alguém já disse que o time alemão não tem volantes, a não ser o espanhol Martinez, quando joga nesta posição. Lahn, Thiago Alcântara, Kross e Schweinsteiger, que não atuou contra o Arsenal, são armadores ofensivos e defensivos, com enorme talento.

Brevemente, vão dizer que estes armadores do Bayern são falsos volantes, em analogia aos falsos centroavantes, como se fosse volante apenas o que marca e não passa do meio-campo, e se fosse centroavante apenas o atacante alto, forte, estático, para finalizar. Estes são os que não têm talento para fazer outras coisas.