Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h30

O temor de atentados terroristas não se confirmou e a Olimpíada de Inverno mais cara da história termina hoje, às 13h (de Brasília), com a cerimônia de encerramento em Sochi. Após duas semanas, o brilho dos atletas em pistas de neve e gelo deixou questões políticas em segundo plano. Os três últimos ouros da Olimpíada serão decididos antes da festa de encerramento: os 50 km cross country masculino, o bobsled masculino para quatro atletas e o hóquei masculino, com o embate na decisão entre Canadá e Suécia.

Mas as polêmicas não deixaram de existir em Sochi. Enquanto se desenrolava a cerimônia de abertura, um homem tentou sequestrar um avião que ia para a Turquia e desviar a rota até Sochi. A lei antigay em vigor na Rússia causou a prisão de um ativista e de componentes da banda Pussy Riot. E resultados foram contestados, especialmente na patinação artística, menina dos olhos do programa de inverno.

A Rússia, que briga para se sagrar campeã em casa, caiu de amores pela leveza de suas atletas. Com duas adolescentes em destaque, o país comemorou o ouro por equipes e o inédito ouro no individual feminino. Yulia Lipsnitskaya, de apenas 15 anos, brilhou na competição por equipes com a performance da música-tema do filme "A Lista de Schindler".

Depois, coube a Adenila Sotnikonova, de 17, garantir o ouro individual em uma decisão muito contestada. Os fãs da patinação criaram até um abaixo-assinado na internet, que já reúne mais de 1 milhão de adeptos, para que o resultado seja revisto.

Sochi também acompanhou recordes. O mais notável veio com as conquistas do biatleta norueguês Ole Einar Bjoerndalen. Aos 40 anos, ele se tornou o mais velho medalhista da história dos Jogos de Inverno. (Da Agência Estado)