Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h30

O segundo protesto organizado contra a Copa do Mundo do ano, em São Paulo começou ontem por volta das 17h45. Gritando palavras de ordem como "Não vai ter Copa", o grupo tomou a Avenida Ipiranga, em frente à Praça da República. Uma hora depois do início do protesto, houve princípio de tumulto.

Policiais que se mantinham às margens das ruas e nas calçadas passaram a isolar grupos de manifestantes no meio da via, na Rua Xavier de Toledo, no sentido do teatro Municipal.

Os policiais estavam munidos de cassetes, escudos e bombas de efeito moral, enquanto os manifestantes usaram sacos de lixo, cones e pedaços de pau. Latas de lixo e vidraças dos prédios da região foram quebrados.

Pelo menos 50 pessoas foram algemadas e alguns repórteres que se identificavam como sendo da imprensa foram obrigados a sentar na calçada. Oito Fotógrafos e repórteres foram detidos para averiguação.

A Polícia Militar (PM) deslocou mil policiais para acompanhar a manifestação. E um helicóptero da corporação acompanhou toda a concentração na Praça da República. O número de manifestantes, por sinal, não passou de mil. E os organizadores disseram que o tempo chuvoso prejudicou o evento, já que 13 mil jovens confirmaram participação por meio das redes sociais.

Além dos black blocs, que formam a linha de frente do protesto, havia integrantes de diversas entidades, da área da saúde à educação, trouxeram faixas para o ato. Foram montadas pelos manifestantes oito barracas de camping na praça. Eles utilizam o espaço para pintar cartazes e faixas.

Também foi possível notar as bandeiras de partidos políticos durante as atividades. "Vamos respeitar todos, não importa sua bandeira. Estamos aqui por uma causa, que é muito maior", disse um dos líderes do movimento. "É um protesto sem violência. A violência vem sempre da PM", disse senhor. As suas palavras eram repetidas pelos demais. (Das agências)