Publicado 22 de Fevereiro de 2014 - 5h30

Se a intenção do técnico Zé Roberto era testar o rendimento do Vôlei Amil antes do início dos playoffs, a derrota para o líder Osasco por 3 sets a 1 (parciais de 25/23, 22/20, 17/21 e 21/17 ), ontem, no ginásio José Liberatti, em Osasco, mostrou que a equipe ainda precisa melhorar em vários fundamentos se quiser manter o sonho de conquistar a Superliga Feminina pela primeira vez. Com vaga nos playoffs garantida e com todas as jogadoras titulares à disposição, as campineiras não se entregaram em nenhum minuto e até começaram melhores, mas diante de um adversário que está invicto na competição e que tem no elenco a base da seleção brasileira, qualquer vacilo é sempre fatal. O resultado, ao menos, não altera as pretensões da equipe no decorrer da primeira fase: a derrota do Rio de Janeiro para o Sesi, também ontem, manteve o Vôlei Amil como a segunda força nacional até agora. Na próxima rodada, a equipe deve ter vida bem mais fácil. Encara o Maranhão, dia 25, novamente fora de casa.

Se a diferença na tabela é enorme, dentro de quadra as duas equipes apresentaram nível técnico semelhante no duelo de ontem. Houve equilíbrio, belos ralis e alternâncias de placar em praticamente todo o confronto. Mas como o empate é impossível no vôlei, acaba levando a melhor quem tem repertório e padrão de jogo melhores. O Vôlei Amil custava a se entregar, mas errava mais que o Osasco.

Com desvantagem de 2 a 0, o Vôlei Amil foi com tudo para tentar diminuir a diferença e Zé Roberto cobrou mais ousadia de suas comandadas, que souberam aproveitar o cochilo de Osaco na marcação para fechar o set. No quarto set, as líderes da Superliga não deram mais moleza e fecharam o jogo. (Henrique Nunes/Da Agência Anhanguera)