Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 5h30

A Austrália será a primeira das 32 seleções da Copa do Mundo de 2014 a desembarcar no Brasil para a disputa da competição. A revelação foi feita ontem por Frederico Nantes, gerente de Competições e Serviços às Equipes do Comitê Organizador Local (COL), durante Congresso Técnico da Fifa em Florianópolis, que conta com a presença de técnicos e representantes de todos os times do torneio.

De acordo com o dirigente, os australianos desembarcarão em solo nacional em 28 de maio, 15 dias antes do primeiro jogo da Copa, entre Brasil e Croácia, no Itaquerão, em São Paulo, em 12 de junho. A seleção da Oceania, que está no Grupo B do Mundial, ao lado de Espanha, Holanda e Chile, irá estrear no dia 13 contra os chilenos, em Cuiabá.

A Fifa salientou que, pelo regulamento da competição, todas as seleções são obrigadas a chegar ao Brasil até 5 dias antes de suas respectivas estreias. E, como o último jogo da primeira rodada da fase de grupos ocorrerá em 17 de junho, todas as equipes, portanto, terão de estar no País na data de abertura da Copa.

Logística

A logística das seleções no Brasil foi o principal tema abordado pela Fifa ontem. "Fizemos uma apresentação sobre os aspectos para os times, falando de transporte, logística, chegadas internacionais, e apresentamos o conceito que temos. No final nós abrimos para perguntas, mas nenhuma foi feita", disse Nantes, deixando a impressão de que os presentes não demonstraram dúvidas em relação a estas questões.

Ao abordar o assunto, ele também revelou certas peculiaridades que envolverão a estada das seleções no Brasil durante a Copa. "Alguns times devem trazer a própria comida, isso é comum, e o Brasil faz isso quando viaja também. E teve uma seleção que sinalizou que quer trazer a própria cama e colchão para os jogadores", disse, sem citar o nome do país que manifestou esse desejo. “Cada um tem uma solicitação diferente”, completou Nantes. O Seminário de Seleções termina hoje. (Da Agência Estado)

Felipão nega conversa sobre o Imperador

De Adriano Imperador, do Atlético-PR, a Alan Kardec, do Palmeiras, passando por Kaká, do Milan, o técnico Luiz Felipe Scolari não confirmou nenhuma conversa com interlocutores sobre a convocação de um dos três jogadores para a Copa do Mundo. “Matéria sai de todo mundo. Todo mundo faz um pouco de lobby por um ou outro jogador. Todos fazem isso quando acham que precisamos dar moral para um atleta”, disse Felipão em entrevista coletiva, ontem, em Florianópolis, durante o Congresso Técnico da Fifa.

Questionado sobre o retorno de Adriano aos gramados, Felipão afirmou que todos os jogadores têm chance de chegar ao Mundial, mas deixou claro que não adianta apenas o atleta estar treinando e atuando por seu clube. Felipão fez questão de negar que tenha conversado com Antônio Lopes, diretor de futebol do Atlético-PR, sobre a parte física do Imperador. “Mentira. Não dá para falar que está em condições se não é verdade.”