Publicado 28 de Fevereiro de 2014 - 19h20

Por Alenita Ramirez

Uma desempregada de 37 anos teve os dois braços decepados na linha de trem e depois andou jorrando sangue por cerca de 2km pelo trilho em busca de socorro quinta-feira à noite (27), no Jardim Eulina, em Campinas. Ela estava sem documentos, foi socorrida pelo resgate do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, lúcida e com vida, segundo testemunhas.

Os braços foram recuperados pelo Bombeiros e levados ao hospital, mas não puderam ser reimplantados. O hospital não divulgou o estado de saúde da mulher. Moradores que a ajudaram em um primeiro momento ficaram em estado de choque e alegaram que a cena parecia de filme de terror. Houve até quem desmaiou.

Usuária de drogas

A moça foi identificada por moradores do Jardim Eulina como Fabiana Alves dos Santos. Ela seria usuária de drogas e teria se deitado de braços abertos na linha de trem. O acidente ocorreu em um trecho na Vila Boa Vista, perto da Bosch, entre 17h e 17h30. Uma locomotiva passou e o maquinista não viu a mulher no trilho.

Depois de ter os braços cortados na altura do cotovelo, ela se levantou e caminhou pela linha até chegar na passarela que passa sobre a Avenida Lix da Cunha, na altura do antigo trevo da Bosch, no Jardim Eulina. "Quando a vi na passarela, só com os tocos dos braços e sangue jorrando para todos os lados, pensei que estava olhando para um filme de terror. Chamei meus colegas de trabalho para confirmar a visão e ficamos pasmos", contou uma vendedora, que pediu para não ser identificada.

Ferimentos

Além das lesões nos braços, a desempregada também estava sem a pele da testa. A passarela desemboca na Avenida Eduardo Edarge Badaró em frente para uma área industrial. Era horário de fechamento e alguns trabalhadores já estavam na rua quando depararam com a cena inusitada.

Para achar os braços, o Bombeiros, com a ajuda de alguns trabalhadores das empresas, percorram o trilho até acharem os membros, que focaram colocados em um recipiente com gelo e levados para a Unicamp.

Escrito por:

Alenita Ramirez