Publicado 28 de Fevereiro de 2014 - 15h24

O delegado (esq) e o vereador são acusados pelo Ministério Público

Divulgação

O delegado (esq) e o vereador são acusados pelo Ministério Público

Os promotores Antônio Farto Neto e Cláudio Bonadia, do Ministério Público de Sorocaba, e Vanessa Therezinha Sousa de Almeida e Ricardo Hildebrand Garcia, de Piedade, divulgaram, nesta sexta-feira (28), que o delegado da Ciretran, o filho dele e um vereador de Piedade receberam R$ 300 mil de propina em um esquema que funcionava desde 2010.

 

De acordo com a investigação, o delegado José Chaves de Melo, o filho dele Douglas Chaves de Melo e o vereador Marcos Pinto de Camargo (PSDB), o Marquinhos da Ciretran, cobravam R$ 20 de cada R$ 90 que custavam as vistorias realizadas por três empresas credenciadas na cidade para o serviço a titulo de caixinha.

 

Os valores eram recolhidos semanalmente pelo próprio vereador e repassados ao delegado. Depois era feita a divisão. A propina era cobrada em Piedade e também em Tapiraí, cidade vizinha que realiza as vistorias em Piedade. O filho de Chaves de Melo obrigava ainda os donos de veículos a fazer a segunda vistoria e ficava com o dinheiro.

 

Em razão das provas levantadas e dos documentos apreendidos na Ciretran, os promotores conseguiram transformar as prisões temporárias do delegado e do vereador em preventivas. Agora eles ficarão detidos até a apuração final. O filho do delegado vai responder em liberdade e foi solto em razão do final da prisão temporária.

 

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