Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 15h50

Por Bruno Bacchetti

Salto Grande sofre com lançamento de esgoto in natura, proliferação em excesso de plantas aquáticas, descarte de lixo e falta de mata ciliar

Divulgação

Salto Grande sofre com lançamento de esgoto in natura, proliferação em excesso de plantas aquáticas, descarte de lixo e falta de mata ciliar

O Ministério Público (MP) instaurou inquérito para investigar o assoreamento da represa Salto Grande, que vem sofrendo com o lançamento de esgoto in natura, proliferação em excesso de plantas aquáticas, descarte de lixo e falta de mata ciliar nas margens.

O inquérito foi instaurado pela promotora de Justiça substituta Corine Mireille Vincent Nimtz.

Na última quinta-feira (20), foi realizada uma reunião entre entidades e grupos que lutam para melhorar as condições do reservatório. Estiveram presentes representantes da Associação Barco Escola da Natureza, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), movimento “Vamos Salvar a Represa Salto Grande”, Polícia Militar Ambiental, Departamento de Água e Esgoto (DAE) e Secretaria de Meio Ambiente, entre outros.

No encontro, foi constatado que o maior problema da represa é o lançamento de esgoto sem tratamento em seu curso pelas cidades rio acima, o que contribui com a proliferação das plantas aquáticas e algas, prejudica a oxigenação da água e causa mortandade de peixes. “Também falta consciência do povo que joga lixo nas ruas, pois esses resíduos vão para as galerias de água pluvial e chegam em nossos rios. Ainda têm aqueles que fazem descartes irregulares diretamente no manancial ou seu entorno”, aponta o diretor da Associação Barco Escola da Natureza, José Roberto Basso, que também frisou a importância de se reflorestar as margens do reservatório, para evitar que ele sofra ainda mais com o assoreamento.

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Bruno Bacchetti