Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Por Zeza Amaral

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Dilma Rousseff está em plena campanha reeleitoral e, no momento, está fazendo uma visita ao Papa Francisco. Desta vez, no entanto, ao invés de se hospedar no melhor hotel italiano resolveu economizar ocupando a embaixada brasileira que, de resto, não nos custará um tostão do quanto já nos custa mantê-la.

 

E enquanto ela está por lá tratando de sair bem na foto para os milhões de católicos brasileiros, o seu secretário Gilberto Carvalho — na verdade um faz-tudo do ex-presidente Lulatário — incita a violência dos movimentos sociais quando, ela própria, já havia dito que “gente mascarada não é democrata” e que vai colocar o Exército nas ruas para garantir o bom andamento da Copa do Mundo. A mínima lógica me levou a prever que Gilberto Carvalho seria chutado rampa abaixo pelas suas declarações belicosas, o que de fato não aconteceu e, pelo visto, jamais acontecerá. Afinal, vivemos um governo que se trata como cavalgaduras, ora recebendo uma no prego e outra na ferradura.

 

E enquanto ela beija o anel do Papa, Alexandre Padilha, o candidato petista a governador de São Paulo para as próximas eleições, é indicado para ganhar um título de cidadão campinense como se fosse um benemérito da nossa cidade, quer pelas suas atuações acadêmicas ou mesmo por lutar e trazer verbas para melhorar o nosso sistema de saúde. Ele foi até ontem ministro da Saúde. Quanto de verba ele dedicou à nossa cidade, hein?, além das obrigatórias e já previstas na Lei das Responsabilidades Fiscais? Nenhuma.

 

O vereador Carlinhos Camelô foi quem deu a primeira marretada na sua ferradura partidária e o carroção do fisiologismo da Câmara Municipal aceitou placidamente a proposta, com exceção de alguns vereadores que abandonaram o plenário: pelo visto envergonhados pelo cabresto político de seus pares e, o que é igualmente e ainda mais vergonhoso, pela banalização da mais alta condecoração que o povo de Campinas dá a quem de fato não mede esforços para colaborar com a autoestima e a melhoria da qualidade de vida da cidade onde moram.

 

Alexandre Padilha e Carlinhos Camelô que façam o que bem entenderem de suas vidas, mas que o primeiro tenha a devida consciência social que tal honraria não lhe cabe e decliná-la; e que o segundo assuma o fisiologismo político que o moveu a tanto e tratar de remover tal vergonha dos anais da nossa Câmara Municipal.

 

Vivemos tempos estranhos e essas pequenas coisas são emblemas de vergonhas maiores que ruborizam a face da Nação. Resta claro que o vigarismo intelectual sempre está a serviço de quem lhes paga pelo péssimo serviço do politicamente correto e segue o País assim entregue aos donos das estrebarias políticas e tentando nos ferrar como se cavalgaduras fôssemos e sempre seremos.

 

Celulares continuam a tocar em nossos presídios e os policiais militares já estão moralmente impedidos de coibir a violência dos neófitos bandidos que se infiltram e se mascaram entre manifestantes pacíficos. Mensaleiros condenados e presos fazem vaquinha pela Internet e arrecadam milhões de reais. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, diz que para ele tanto faz se os mensaleiros forem ou não condenados por formação de quadrilha. Pelo visto, até ele desistiu da força que emana das leis que jurou cumprir. Eu ainda continuo resistindo e acreditando que ainda possa existir Justiça a ser respeitada no meu país.

 

Bom dia.

Escrito por:

Zeza Amaral