Publicado 22 de Fevereiro de 2014 - 6h00

Situação é crítica no Ribeirão dos Pinheiros, em Valinhos, região de Campinas

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Situação é crítica no Ribeirão dos Pinheiros, em Valinhos, região de Campinas

A barricada irregular feita pela Prefeitura de Valinhos em um córrego que deságua no Ribeirão dos Pinheiros foi vistoriada na sexta-feira (21) por dois técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo estadual. O estancamento improvisado com sacos de areia retem a água, que é desviada por um um canal para a barragem da Figueira, responsável por 25% da água consumida na cidade.

O Ribeirão dos Pinheiros é um dos afluentes do Rio Atibaia, que abastece 95% de Campinas e está com 25% de sua capacidade ideal.

O córrego passa por uma área do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (DAEV), na Avenida Altino Gouveia. Uma bomba ajuda a jogar a água para a segunda lagoa da barragem e aumentou a oferta em 0,16 m3/s.

O órgão alega que o artifício foi feito para melhorar a oferta hídrica no município, que hoje tem rodízio de racionamento nos bairros residenciais. Ainda segundo a assessoria de imprensa, o córrego tem vazão de 20 litros por segundo e é insignificante para o volume de água do Atibaia.

Por nota, o DAEE informou que vai ?ganalisar as informações coletadas em Valinhos e tomar as medidas que forem cabíveis?h, mas não estipulou um prazo para isso ocorrer. De acordo com o departamento, primeiro é enviada uma notificação para que a Prefeitura regularize a situação. Se a medida não for tomada, é aplicada uma multa, que varia de acordo com as consequências da infração.

Escassez

A Prefeitura de Valinhos faz, desde a semana passada, um levantamento dos açudes para usá-los como reserva em caso de agravamento da crise hídrica.

O nível da barragem das Figueiras está em 15% da capacidade, oscila para até 10% em alguns dias, segundo o o DAEV. a pesquisa, localizada uma lagoa, de 700 milhões de litros, mas os técnicos descartaram sua utilização, porque é água parada e está contaminada. Assim, sem conseguir novas fontes de abastecimento, Valinhos mantem esquema de corte de fornecimento.

A cidade está dividida em sete grupos e cada um deles fica sem água duas vezes por semana, por 18 horas, entre 10h e 4h do dia seguinte.

lém do racionamento, Valinhos implantou multa de R$ 336,00, que dobra no caso de reincidência. São penalizadas pessoas flagradas pelos fiscais molhando jardins e quintais, lavando calçadas, tanto residenciais quanto comerciais, e garagem de casas.