Publicado 21 de Fevereiro de 2014 - 17h29

Por Rogério Verzignasse

O sistema utiliza um aplicativo de internet, o QR Code, para armazenar informações como a espécie da planta

Dorinaldo Oliveira/ Correio Popular

O sistema utiliza um aplicativo de internet, o QR Code, para armazenar informações como a espécie da planta

A Prefeitura lançou nesta sexta-feira (21) - com o plantio simbólico de 50 árvores nos jardins da Cidade Judiciária - um programa que vai promover, até o final do ano que vem, a identificação digital das mudas do Banco de Áreas Verdes. A partir de agora, cada muda (plantada em áreas públicas por empresas que cumprem termos de compromisso ambiental) será identificada por um cartão digital.

Qualquer pessoa - munida de um celular ou de um tablet - poderá fazer a leitura do código de barras bidimensional e, imediatamente, obter todas as informações sobre a espécie: nome científico, nome popular, família, época de floração, porte. Também vai saber a data e o autor do cultivo. O principal objetivo do programa é fiscalizar o cumprimento de termos de ajustamento de conduta assumidos pelas empresas.

O QR Cold _desenvolvido pela Anubz, empresa campineira de tecnologia de informações _ exigiu investimentos da ordem de R$ 220 mil, que não saíram dos cofres públicos. De acordo com o secretário municipal do Verde e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, os serviços foram contratados por uma empresa privada, em cumprimento a um compromisso ambiental assumido com a Prefeitura. As glebas cultivadas, fala, agora vão se tornar escolas ao ar livre. Um aluno da rede pública pode aprender sobre as características biológicas das espécies.

"Só aqui na Cidade Judiciária, 1.175 árvores são identificadas. Na próxima etapa do projeto, a ser executada dentro de três meses, outras 1.025 mudas serão cultivadas e devidamente identificadas na região do Planalto de Viracopos" , fala. "Tiramos o Banco de Áreas Verdes do papel. Efetivamente, o poder público passa a ter controle sobre o plantio."

Mas o programa vai além. Permite, por exemplo, o georreferenciamento de cada árvore cultivada. Baicando o aplicativo gratuitamente, em qualquer plataforma digital, o cidadão pode saberá quais são as espécies cultivadas em uma determinada área. Além disso, será possível denunciar, ao poder público, a manutenção deficiente ou plantios indevidos.

O programa começou a ser desenvolvido pela Anubz dentro de um condomínio fechado. "A ideia original era identificar a árvores cultivada por cada morador. Deu tão certo que tivemos a ideia de aprimorar o programa, e torná-lo útil para a prestação de serviço público" , afirma Rodolfo Zambon Ramos, CEO da empresa de tecnologia. As placas de identificação hoje possuem uma película protetora contra intempéries climáticas, raios ultravioleta e pichações.

Prefeito

No evento desta sexta-feira (21), foram cultivados alecrins-de-Campinas, pau-brasil- pau-formiga e eritrinas, quatro das espécies nativas da região. E quem pegou na enxada, para a diversão de fotógrafos e cinegrafistas, foi o prefeito Jonas Donizette (PSB). E o cidadão, urbano de tudo, foi orientado por assessores a pisar na terra antes de enxaguar a muda.

 

 

O prefeito, que divertiu no evento, usou o microfone e assumiu um discurso sério, quando elogiou a própria Cidade Judiciária nas ações que representaram o lançamento oficial do programa. "Não podia ser em lugar melhor. Daqui sai o exemplo do compromisso que a cidade precisa ter com a preservação ambiental ", disse.

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Rogério Verzignasse