Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 16h32

Protesto foi por causa da morte de um adolescente

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Protesto foi por causa da morte de um adolescente

Entre a noite desta quarta-feira (19) e a madrugada de quinta (20), três ônibus que fazem o transporte de estudantes na cidade de Tatuí, região de Sorocaba, foram incendiados em protesto por causa da morte de um adolescente envolvido em ocorrência de roubo.

 

Os manifestantes fizeram os ocupantes dos veículos descerem antes de atear fogo. Ninguém se feriu em nenhum dos incêndios. Mas as ações obrigaram a Guarda Municipal a fazer escolta dos veículos na manhã desta quinta. O clima é de medo na cidade.

 

A Polícia Militar abriu sindicância para apurar a situação na qual o adolescente foi morto. De acordo com o boletim de ocorrência, o menor de 16 anos teria disparado três vezes contra os policiais. Estes teriam revidado com outros nove disparos. Quatro acertaram o garoto.

 

O tenente João Paulo de Miranda, da Polícia Militar, afirmou que só as investigações vão esclarecer o caso. Segundo ele, havia mais dois adolescentes com o menino morto. Eles foram detidos e prestaram depoimento na delegacia da cidade. Depois, foram liberados.

 

Para os manifestantes, os policiais não precisariam ter matado o menor. O trio foi cercado pelos homens da PM e estaria dominado. Os policiais confirmam o cerco, mas dizem que o menor morto tentou fugir mesmo sem ter como e para abrir caminho saiu atirando.

 

O primeiro incêndio ocorreu às margens da rodovia Mário Batista Mori, onde horas antes o adolescente foi morto. O incêndio foi provocado por cerca de dez pessoas. O motorista do veículo fazia a penúltima viagem da noite quando dois homens o mandaram parar.

 

Minutos depois, outros homens atearam fogo a um pedaço de espuma e o colocaram debaixo de outro ônibus, no bairro Jardim Aeroporto, próximo ao local da primeira ocorrência. Em seguida foi a vez de um micro-ônibus ser incendiado na Vila Angélica.

 

No primeiro caso, os bombeiros foram chamados, mas não conseguiram apagar as chamas a tempo de salvar o veículo. Ele ficou destruído e o fogo se alastrou pela vegetação. No segundo e terceiro casos, os policiais conseguiram apagar, mas os danos são grandes.