Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Por Bruno Bacchetti

Recuperação de áreas na mata Santa Genebra atingidas por tornado

Carlos Sousa Ramos/AAN

Recuperação de áreas na mata Santa Genebra atingidas por tornado

 

 

Pesquisadores e funcionários da Fundação José Pedro de Oliveira continuam com o trabalho de recuperação e remoção da vegetação da Mata Santa Genebra, atingida por um tornado no dia 14 de janeiro. Já foram identificadas as espécies nativas mais afetadas pelo fenômeno e os profissionais da entidade que administra a mata realizam avaliações e mitigação dos riscos por queda de árvores e galhos em áreas de circulação, além de podas de correção em árvores.

 

Nos próximos dias uma equipe composta por pesquisadores da fundação, do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agripecuária) realizarão um sobrevoo na área com o objetivo de detectar possíveis clareiras ou grandes quedas no interior da floresta, em locais inacessíveis para as equipes, a fim de facilitar o levantamento da quantidade e de espécies afetadas.

 

Espécies

Entre as espécies mais afetadas estão pau-jacaré, guarantã, capixingui, caixeta, canela-frade, ingá, guaritá, assa-peixe, canjarana, jaracatiá, jequitibá-rosa e canxim. Ainda não é possível quantificar a vegetação afetada, devido a existência de áreas de difícil acesso na mata.

 

No próximo domingo (23), acontecerá a primeira visitação do público deste ano na Mata Santa Genebra. Os participantes poderão caminhar em uma das trilhas determinadas pelo Departamento Técnico Científico, com acompanhamento de monitores e palestras ambientais.

A Mata Santa Genebra foi atingida por um tornado no dia 14 de janeiro, e o fenômeno causou estrago em cerca de 200 árvores, segundo projeção da Fundação José Pedro de Oliveira. De acordo com o Cepagri, a velocidade do vento superou os 100 quilômetros por hora. A característica dos estragos e a velocidade do vento indicam a passagem de um tornado de categoria F0, a mais leve da escala.

 

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Bruno Bacchetti